Peru: Povo combate com greves e manifestações

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Os enfermeiros e médicos do Peru iniciaram, no dia 4 de julho, uma massiva greve por tempo indeterminado por investimentos em saúde, melhores condições de trabalho e o aumento salarial. A combativa luta mobilizou mais de 20 mil médicos, dentre concursados e contratados, do Colégio Médico do Peru e da Federação Médica Peruana.

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Greve Nacional dos professores classistas do Sutep iniciada em 12 de julho

Segundo denúncias, faltam, nos centros de saúde da capital Lima, sete de cada 10 medicamentos e suprimentos médicos básicos necessários.

A greve da saúde, que se agudiza nas principais cidades do país, tem enfrentado de forma combativa a repressão do velho Estado.

Somou-se à greve nacional dos médicos outra greve nacional combativa e classista, a Greve Nacional dos Professores Classistas do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Peru (Sutep) que iniciou-se em 12 de julho.

No mesmo dia 4 em que os médicos iniciavam sua mobilização nacional, uma paralisação de professores completava 19 dias na região andina ao sul de Cusco. Eles promoveram um combativo bloqueio de estrada. As forças policiais atacaram o protesto com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, sendo prontamente rechaçadas pelas massas que atiraram pedras. O confronto resultou em dois professores e um policial ferido.

Já no dia 11 de julho, centenas de professores de Cusco retiraram os trilhos da linha férrea que conduz para Machu Picchu. Na manhã do mesmo dia, uma vigorosa manifestação do Sutep de Cusco ergueu barricadas com pedras, troncos e pneus em chamas, bloqueando a via que liga a Cidade Imperial à Arequipa.

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Possível indulto a Fujimori é rechaçado

De tempos em tempos aventa-se a possibilidade de livrar da cadeia um dos maiores criminosos da humanidade, Alberto Fujimori, que gerenciou o velho Estado peruano entre os anos de 1990 e 2000 e cometeu todo tipo de atrocidades contra o povo a pretexto de combater a invencível Guerra Popular Prolongada dirigida pelo Partido Comunista do Peru (PCP).

Preso desde 2005, seu espectro segue influenciando a política do país, sendo seus filhos os atuais líderes do partido reacionário Força Popular, com a maioria no congresso e que pressiona pela libertação do chefe do clã.

O mais novo aceno veio do atual gerente semifeudal e semicolonial do Peru, Pedro Pablo Kuczinsky, que, em nome de uma tal de “governabilidade”, vem sondando a repercussão do indulto.

Porém, em 5 de julho, dezenas de milhares de peruanos saíram às ruas das principais cidades do país, Lima, Arequipa, Cajamarca, Cusco e Huancayo, expressando seu repúdio a tal possibilidade e relembrando os crimes de lesa-humanidade cometidos por Fujimori.

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