Ianques preparam intervenção na Venezuela

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‘Nós não vamos ficar parados’, ameaça Trump

O arquirreacionário governo Trump ameaçou violar a soberania da Venezuela com “medidas fortes e rápidas” após a realização das eleições para a Assembleia Constituinte, em 31/7. Trump já havia ameaçado o país com “fortes sanções econômicas”.

Andres Martinez Casares/ReutersJuventude se lança em violentos protestos; nos bastidores, grupos de poder se digladiam
Juventude se lança em violentos protestos; nos bastidores, grupos de poder se digladiam

As sanções são um fato inédito na relação entre ambos os países. Tais penalidades afundariam a economia semicolonial venezuelana, pois cessaria ou restringiria o comércio de petróleo entre ambos. O USA é o maior comprador do petróleo venezuelano.

Com isso, o USA busca pressionar a semicolônia a pôr-se nos trilhos impostos por cada vírgula da cartilha imperialista – conforme já analisamos em edições passadas de AND.

A “oposição”, apoiando-se na repercussão da ameaça de sanção, chamou uma greve geral de 48 horas que realizou-se em 26/07. Nestas duas últimas greves gerais (20 e 26/07), morreram 7 pessoas, 80 feridos e mais de 300 detidos.

O presidente ianque, como em uma piada, afirmou ainda que o USA está pela “restauração da democracia plena e próspera na Venezuela”, como se um dia ela tivesse existido no país.

Maquinações imperialistas

Durante o Fórum de Segurança de Aspen, realizado de 19 a 22/07, a CIA ianque destacou a “integração” com países lacaios da região para intervir na Venezuela.

“Acabo de estar na Cidade do México e em Bogotá [Colômbia] na semana passada falando sobre este tema precisamente; tentando ajudá-los a entender as coisas que poderiam fazer para alcançar melhores resultados para o seu canto do mundo e nosso canto do mundo”, afirmou o diretor da CIA ianque, Mike Pompeo.

Frente a esse cenário, os países vizinhos armam suas fronteiras, particularmente a Colômbia, que reforçou a linha fronteiriça à Venezuela com tropas do exército e com tropas especiais que até então combatiam os guerrilheiros das Farc. A justificativa foi “prevenir” um surto de febre aftosa que não é registrado na região desde 2009.

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