Batalha contra G-20 repercute pelo mundo

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A repercussão das batalhas realizadas na cidade alemã de Hamburgo contra a cúpula do G-20 nos dias 6, 7 e 8 de julho ecoou mundo afora entre as organizações democrático-revolucionárias e comunistas.

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Chamas da revolta popular cobrem com fumaça os céus de Hamburgo em 7/07/2017

O Partido Comunista do Peru (PCP), às bordas de culminar brilhantemente sua Reorganização Geral em meio da guerra popular, emitiu calorosas saudações neste mês de julho pelo exitoso trabalho dos revolucionários agrupados na Aliança Anti-imperialista. O PCP classificou a batalha campal de “magnífica resistência”. “Um grande triunfo para o proletariado internacional e povos do mundo, um golpe contundente nos imperialistas e lacaios”, qualificou.

A Frente de Estudantes Revolucionária Popular (FERP) do Chile emitiu comunicado saudando as batalhas em Hamburgo e a decisão dos comunistas daquele país. “Os revolucionários da Alemanha demonstraram uma forte disposição ao combate e firmeza para enfrentar esta cúpula imperialista realizada em seu país”, exaltaram.

A Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) e a Frente de Defesa das Lutas do Povo (Equador) repercutiram em seus meios de comunicação o importante balanço realizado pelos revolucionários alemães e saudando seu trabalho.

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O periódico El Pueblo (Chile) posicionou-se favorável às manifestações e rechaçou a ofensiva arquirreacionária e policialesca contra o Centro Internacional B5, conforme denunciado na última edição de AND.

O periódico Análisis y Opinión (Bolívia) também se posicionou em defesa dos ativistas encarcerados após as batalhas contra o Estado imperialista alemão com “a mais alta solidariedade” e chamou todos os anti-imperialistas a fazer o mesmo.

A massa impôs sua autoridade

As manifestações, que tiveram seu ápice no dia 7 de julho, deixaram várias “autoridades” dos Estados reacionários em apuros, presos no trânsito ou cercados em hotéis, como Michel Temer, Trump e sua cônjuge, Vladimir Putin e outros.

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Bloco vermelho em manifestação contra o G-20

Em balanço publicado no site Dem Volke Dienen, os revolucionários alemães destacam que a campanha contra o G-20 foi levada “para os bairros proletários de Hamburgo, às imensas massas, para que fossem criadas condições que nos permitissem lutar toda a semana da forma que quiséssemos”, e que graças a isso “foi possível tomar iniciativas poderosas e desenvolver atitudes militantes”. Os revolucionários saúdam ainda “a luta dos camponeses do Brasil que dão suas vidas para iniciar uma grande revolução”. 

“Quando nosso sangue e de nossos inimigos correram, sentimos um nascimento, pois em um nascimento usualmente o sangue corre, e foi o nascimento de algo novo. Algo que muitos pensaram que não apareceria nesse Estado podre: comunistas lutando, soldados da classe, prontos a pagar o preço. No final, o que quer que nos aconteça, foram conquistados uma importante vitória e um importante desenvolvimento!”, concluem. Este foi o mais importante protesto realizado na Europa nos últimos anos. O próprio monopólio da imprensa internacional o define assim quando destaca não ver “tantas bandeiras vermelhas com a foice e o martelo desde a queda do Muro de Berlim”.

Brasil: Revolucionários saúdam batalha contra o G-20

Proletários e povos oprimidos de todo o mundo, uni-vos!

Viva a união do proletariado e povos do mundo contra o imperialismo!

“A revolução mundial somente pode triunfar se o proletariado dos países capitalistas apoiarem a luta de libertação dos povos coloniais e semicoloniais, e se o proletariado das colônias e semicolônias apoiem a luta libertadora do proletariado dos países capitalistas.”

Presidente Mao Tsetung,  ‘Em memória de Norman Bethune’

Nos dias 07 e 08 de julho foi realizado em Hamburgo, Alemanha, o conclave imperialista G-20. Nesta reunião de autoridades reacionárias das superpotências e potências imperialistas, entre pugnas e conluios, e sob aplausos de seus lacaios, foram planejadas mais medidas de exploração e opressão contra as massas trabalhadoras e urdidas mais guerras de agressão e rapina contra as nações e povos oprimidos do mundo.

O Estado imperialista alemão, encabeçado pela arquirreacionária chanceler Merkel, somente pôde realizar esta cúpula imperialista mediante uma verdadeira operação de guerra contra o povo, mobilizando mais de 20 mil policiais, blindados, prisões especiais e todo tipo de terror e ameaças.

O conhecido terrorismo do Estado alemão não pôde deter a feroz resistência da juventude combatente que repeliu resolutamente os ataques de suas hordas e incendiou as ruas sacudindo toda Hamburgo, transformando-a num verdadeiro inferno para os imperialistas e reacionários. Dezenas de milhares de massas combativas da Alemanha e de diversos países da Europa se uniram contra o imperialismo desafiando a repressão terrorista, e durante quase uma semana, combateram e resistiram em estremecedoras jornadas de luta que repercutem em todo mundo.

 A confissão de parte dos inimigos do povo dos golpes recebidos se expressou também no berreiro que a reação e o oportunismo desataram por seus monopólios de imprensa contra a justa violência das massas, numa campanha de raivosa hipocrisia e velhos cacarejos do podre pacifismo burguês.  

Nós, que lutamos desde os países oprimidos pelo imperialismo, enviamos nossas saudações revolucionárias à Aliança Contra a Agressão Imperialista e a todos combatentes que desafiaram o Estado imperialista alemão, fazendo-o sentir o peso e a força da frente única anti-imperialista sob a direção das bandeiras vermelhas do comunismo que voltaram a tremular com todo seu vigor e enviaram uma clara mensagem de combate aos povos do mundo.

As heroicas jornadas de Hamburgo deram grandes lições para o movimento proletário e anti-imperialista mundial porque os comunistas, varrendo com o revisionismo e socialchauvinismo, se colocaram nas primeiras linhas de combate, expressando brilhantemente a união das duas grandes correntes da revolução mundial: as lutas de libertação nacional dos povos oprimidos pelo imperialismo e a luta do proletariado dos países imperialistas.

Após o fim da cúpula imperialista, forças especiais da polícia invadiram o Centro Internacional B5, onde realizaram buscas ilegais, detiveram e agrediram os presentes. O Centro Internacional B5, conhecido e reconhecido como um importante espaço de ativismo político e anti-imperialista de Hamburgo, deve ser defendido!

Cerca de 85 ativistas seguem presos em Hamburgo, vítimas da repressão do G-20. Estes ativistas anti-imperialistas atingidos pela repressão são presos políticos da luta anti-imperialista e devem ser defendidos pelo proletariado e povos oprimidos de todo mundo, como parte da frente única contra o imperialismo.

Conclamamos a todas organizações democráticas e revolucionárias de todo o mundo a exaltar com júbilo os combates e duros golpes propinados ao imperialismo e à gendarmeria alemã e levantar uma grande campanha contra a guerra de rapina e partilha imperialista e em defesa dos presos políticos de Hamburgo e de todo mundo. Sobretudo conclamamos as pessoas e organizações revolucionárias dos países imperialistas a guiar-se pelo exemplo de Hamburgo. A verdadeira chama que incendiou Hamburgo foi a chama do comunismo e do verdadeiro internacionalismo!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva a frente única anti-imperialista dirigida pelo proletariado revolucionário!

Abaixo a guerra imperialista! Viva a Guerra Popular!

Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo – Brasil (FRDDP)

Rio de Janeiro, 12 de julho de 2017

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