RJ: Temer manda Forças Armadas reprimir o povo

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Mais de 10 mil agentes – sendo 8,5 mil das Forças Armadas, 620 da Força Nacional e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal – ocupam as rodovias e as vias de acesso das principais favelas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde o dia 28/7 . O trânsito no final de tarde ficou caótico com blitz nas principais avenidas.

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O decreto de “Garantia da Lei e da Ordem” foi assinado pelo reacionário e ilegítimo Michel Temer/PMDB na manhã de 28/7, autorizando o uso das Forças Armadas e tropas federais.

Sob esse decreto, as tropas poderão ocupar as ruas do estado do Rio de Janeiro até 31/12 de 2017. Entretanto, o Plano de Segurança traçado pelo reacionário “governo” Temer é válido até o final de 2018.

Segundo o Ministro da Defesa, a ação das Forças Armadas será de “apoio à ação das polícias militar e civil”, dando ênfase no “trabalho de inteligência”.

Apesar da afirmação do ministro, os militares já ocupam a Linha Vermelha, o Arco Metropolitano, a região de Niterói e outras regiões de grande fluxo de pessoas.

Militares também cercam o Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, local em que, segundo a denúncia de moradores ao AND, um tanque do Exército ocupa a entrada do complexo de favelas.

O Complexo do Chapadão diariamente é alvo de Operações abertas ou clandestinas das forças policiais do velho Estado que aterrorizam as massas, conforme denunciado recorrentemente nas páginas de AND.

“Vamos ser claros: nós vamos estar em uma espécie de guerra”, declarou em entrevista o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, no dia 27/7.

Os fatos e declarações das “autoridades” confirmam os apontamentos de AND sobre a guerra civil reacionária que se desenvolve de forma cada vez mais aberta em nosso país.

Em meio à grave crise que empurra o Brasil para a barbárie e num plano inclinado à violência, as “autoridades” lançam mão de suas forças de repressão para banhar em sangue as massas mais empobrecidas.

Tudo indica que o envio de tropas aumentará a insegurança da população das favelas. O estado de calamidade que afeta principalmente o povo pobre jogado no desemprego e à falta de serviços públicos, especialmente no que diz respeito à saúde, motiva o protesto popular que deverá ser reprimido com singular violência pelas Forças Armadas.

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