Povo em cena No Palco da Vida

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Responsável pela parte de cinema do projeto social carioca No Palco da Vida, Will Dubrok lança Duas Rosas, filme que aborda a intolerância religiosa e tem seu elenco composto por alunos e pessoas envolvidas no projeto. Com cenários e figurinos feitos de forma artesanal, o filme faz parte do resultado das oficinas de cinema oferecidas gratuitamente por Will.

Poster de divulgação do filme Duas Rosas
Poster de divulgação do filme

— O filme foi escrito e dirigido por mim e todo mundo: alunos, pais e instrutores ajudaram a produzir tudo. Começou com uma ideia que guardava desde 2013, e que em 2015 propus para o Wal Schneider, Vitor Abreu, e Caio Costa. Eles aceitaram e então os alunos com os pais, amigos, minha mãe, todos se uniram para realização do curta — conta Will.

Dentro do projeto No Palco da Vida, Wal Schneider, entrevistado no AND 188, cuida da parte de teatro, Caio Costa de música e voz, Vitor Abreu de Literatura.

— Os cenários foram improvisados, custos em dinheiro tirados do próprio bolso, tudo com o mesmo pique como uma peça de teatro. Foram quase duas semanas de gravação e dois dias de edição. O curta trata da intolerância religiosa sofrida pela religião Wicca, situação tão atual em nossa sociedade, que nos faz refletir em olhar melhor o outro — expõe.

— O projeto de cinema vem se expandindo, produzindo filmes que ajudam a dar viabilidade para crianças, jovens e adultos aqui no bairro de Olaria, região do Complexo Alemão. Temos o sonho de levar o talento dos integrante para o Brasil e o mundo. Iniciei a oficina de cinema em janeiro de 2015, quando dei a ideia de voltar as aulas de câmera para os alunos — diz.

As a de cinema são gratuitas, porque Will enxerga que a arte tem que ser acessível para todos.

— E os alunos aprendem, além de interpretar, a parte técnica: fotografar, editar vídeo, ajudar a compor o cenário. Porque às vezes um tem talento para determinado tipo de conhecimento, então encaminho para aquela função — explica.

— E vejo resultados maravilhosos na oficina, um deles é o Carlos Estrella, que é especial, e depois das aulas está escrevendo um seriado, além de tocar violão e ter sua própria rádio. Outros também conseguem um estímulo para a própria carreira, como o Bruno, que grava seus curtas independentes. Cada um deles viu possibilidade de se fazer arte — fala.

O motivo principal dessa iniciativa, segundo Will, é dar oportunidade para cada aluno do projeto de desenvolver o seu potencial artístico.

— Às vezes eles se perguntam “Será que um dia vou ter oportunidade?”, e isso acaba me tocando, porque quando criança meu sonho era ter um registro em vídeo, e tive o meu primeiro aqui no projeto. Obter imagens de vídeo, principalmente um curta-metragem é difícil na região, porque os olhares são focados mais para a Zona Sul, e a meta é inverter, como estamos invertendo com o teatro como base — conta.

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