Guerra imperialista retorna à Espanha

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Tech. Sgt/Laura Smith
Soldados espanhóis humilham população de Herat, no Afeganistão. Setembro de 2008
Soldados espanhóis humilham população de Herat, no Afeganistão. Setembro de 2008

Um ataque com atropelamento realizado em Barcelona, na Espanha, matou 13 e feriu outras 130 pessoas, em 14/08. Horas depois, outro ataque foi empreendido contra um posto policial, ferindo dois agentes.

Os suspeitos de envolvimento no ataque, segundo informações preliminares da repressão, são jovens de 17 a 30 anos, três deles marroquinos e um natural de Melilla, enclave espanhol na costa da África.

Os autores, que não têm ficha criminal, utilizaram uma van em alta velocidade para concretizar a ação. Eles estão detidos nas cidades de Ripoll e Alcanar, na Espanha.

O jovem marroquino Younes Abouyaaqoub, de 22 anos, acusado de ser motorista da van, foi assassinado em Subirats, a 45 km de Barcelona, no dia 21/08.

O Estado Islâmico reivindicou o ataque como “uma resposta às agressões da coalizão internacional” dirigida pelo USA na Síria e Iraque.

A Espanha nas agressões

Para entender a razão deste último ataque realizar-se na Espanha, é preciso retroceder ao histórico recente da participação do imperialismo espanhol nas guerras de agressão no Oriente Médio.

O Estado imperialista espanhol atuou desde 25 de janeiro de 2002 na guerra de agressão contra a nação afegã, fornecendo mais de 18 mil soldados à coalizão imperialista Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Se retirou do Afeganistão quase 14 anos depois, em outubro de 2015, com mais de 3,7 bilhões de euros gastos. Seguiu atuando na missão da Otan com efetivos de inteligência e no treinamento das tropas nativas títeres do Exército e polícias afegãs.

Também atuou e foi forte promotor da guerra de agressão ao Iraque, em 2003, sendo uma das poucas potências imperialistas a atuar na etapa de invasão do território iraquiano com tropas próprias.

De 2001 a 2011, a “guerra ao terror” movida pelos imperialistas matou no mínimo 1,3 milhões de pessoas no Afeganistão, Iraque e Paquistão, segundo relatório da Organização de Médicos pela Responsabilidade Social, publicado em 2015.

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