Crise na UERJ - ‘O desmonte da educação pública é um projeto’

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Ellan Lustosa/AND
#UERJRESISTE - Foto: Ellan Lustosa/AND

No dia 24/08, após assembleia realizada no Campus Maracanã, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) decidiram suspender a greve iniciada no dia 1º do mesmo mês e voltaram ao ‘estado de greve’. As aulas estavam programadas para serem retomadas dia 28, data em que esta edição estava sendo concluída, e uma paralisação em conjunto com outras categorias estava prevista para o dia 30 do mesmo mês.

A decisão de suspensão da greve se deu pelo fato do desmoralizado gerenciamento Pezão/PMDB ter assumido alguns “acordos” com a categoria, como o desbloqueio do plano de carreira, a criação de um Grupo de Trabalho para dedicação exclusiva no vencimento base, o pagamento dos professores substitutos e das bolsas em atraso, além da discussão sobre um calendário de custeio. No entanto, os professores afirmam que, se as pautas não forem atendidas, a greve retornará. Até o fechamento desta matéria, os técnicos permaneciam paralisados.

Na última edição de AND (194) denunciamos a grave situação de professores, funcionários e terceirizados que estavam sem receber seus salários.

Barrar os ataques

Mobilizados para responder aos ataques do “governo” estadual, os professores e técnicos contam com o apoio dos estudantes, que também têm suas reivindicações específicas. Em entrevista ao AND, a estudante de História, Bianca Bastos, traçou um panorama geral da crise que a universidade vivencia.

— O importante é que todos dentro e fora da UERJ entendam que não podemos reduzir nossas explicações a uma crise. O desmonte da educação pública é um projeto. É a representação do avanço do capital sobre a classe trabalhadora. Diariamente sofremos com os ataques dos governos federal e do estado, que estão aplicando uma política pensada e organizada por governos anteriores, que, igualmente ao PMDB, são inimigos do povo — continua.

— A UERJ é a universidade mais popular do Rio de Janeiro, pioneira na implantação de cotas. As cotas estão sob a ameaça de acabar em 2018, mas os ataques já iniciaram. Além disso, existe todo um projeto de privatização instaurado sobre a universidade com o apoio da grande burguesia. A luta da UERJ é muito maior do que parece e ultrapassa os limites físicos de cada prédio. Precisamos resistir contra os ataques do Estado e todos os seus tentáculos de sustentação —denuncia Bianca.

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