Professores suspendem greve que desmascarou revisionistas no Peru

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‘Um ensaio para grandes lutas futuras’

Alonso Chero/El Comercio
Marcha de professores no centro histórico de Lima enfrenta aparatos de repressão, 25/08
Marcha de professores no centro histórico de Lima enfrenta aparatos de repressão, 25/08

No dia 2/09, o Comitê Nacional de Luta das Bases Regionais do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Peru (Sutep) decidiu, por 17 votos contra 8, suspender temporariamente a Greve Nacional por tempo indeterminado dos professores do Peru. Os professores reafirmaram que retomarão a greve se as demandas não forem cumpridas.

A greve, iniciada em 15/06, durou dois meses e meio e tomou grandes proporções e radicalidade. Em seu interior, também houve intensa luta de duas linhas entre os setores classistas contra o oportunismo e revisionismo do Patria Roja e do Movadef (Movimento pela Anistia e Direitos Fundamentais, a face visível de um grupo de renegados da Guerra Popular e do pensamento gonzalo, que defende uma Linha Oportunista de Direita – LOD).

As “avaliações de desempenho” são uma proposta da gerência reacionária de Pedro Pablo Kuczynski que visa fracionar os professores em diferentes níveis com remunerações distintas, aumentando a competitividade infrutífera e criando subsetores ainda mais precarizados. Além disso, é um mecanismo que visa legitimar demissões em massa de professores sob a retórica de “incapacidade profissional”.

Segundo a avaliação de um professor classista de Lima, publicado no sítio da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha), o posicionamento correto era seguir com a greve, aumentando sua combatividade e radicalidade. Ele relata que esta decisão foi objeto de dura briga no interior do Sutep.

— Os dirigentes e as posições que defendiam deixar a Greve Nacional por tempo indeterminado se sustentavam em que já estavam dialogando com o Ministério da Educação e que havia marcas de desgaste nos grevistas; eles impuseram este ponto na reunião do Congresso Nacional Extraordinário das Bases regionais do Sutep, que durou até o amanhecer de hoje (2 de setembro) e, por maioria, decidiram parar a greve — explicou.

—  É preciso também destacar que as forças autenticamente classistas brigaram pela continuação da Greve Nacional por tempo indeterminado e contra desistir da mesma — ressaltou o professor.

Alonso Chero/El Comercio
Marcha de professores no centro histórico de Lima enfrenta aparatos de repressão, 25/08

As oito bases regionais que votaram a favor de seguir a greve e aumentando sua radicalidade foram Huánuco, Ucayali, Apurímac, Ayacucho, Lima Província, Ancash, Pasco e Huancavelica. Enquanto que votaram para suspendê-la: Cajamarca, Lambayeque, La Libertad, Amazonas, Callao, Lima Metropolitana, San Martín, Moquegua, Loreto, Arequipa, Tacna, Piura, Puno, Junin, Madre de Dios, Ica e Tumbes.

A avaliação feita pelo professor classista, no entanto, é otimista.

— Lembremos que oito regiões se pronunciaram contra a desistência da medida de luta e por continuar radicalizando-a até a vitória contra as ‘avaliações’, que são demissões massivas de professores. A tomada de posição classista das oito regiões constitui um avanço contra o revisionismo e a LOD.

O professor conclui seu balanço: — A Greve Nacional por tempo indeterminado deixa lições ricas e um momento histórico e grandioso nesta luta poderosa e de massas. Nela participaram jovens, pais de família e povo em geral.

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