Prossegue a luta contra o assassinato da UERJ

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No dia 5 de setembro, os estudantes, professores e técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foram surpreendidos com o conhecimento de um parecer de técnicos do Ministério da Fazenda, sob o comando do agente do FMI Henrique Meirelles, que recomendava a “revisão na oferta de ensino superior” e a “demissão de comissionados e servidores ativos”.

Ellan Lustosa/AND
Funcionários e estudantes da UERJ marcham em direção ao Palácio Guanabara. 11/04/2017
Funcionários e estudantes da UERJ marcham em direção ao Palácio Guanabara. 11/04/2017

As diretivas deixam claro a ação do gerenciamento Temer/PMDB nos planos de ataque contra a educação no estado do Rio levadas a cabo pelos gerenciamentos Pezão/Cabral. Além da UERJ, o estado ainda conta com a UEZO (Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste) e a UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense).

Tamanha foi a repercussão da notícia que o gerente estadual Luiz Fernando Pezão/PMDB se apressou em afirmar que “não cogita” privatizar ou acabar com a UERJ. Ao mesmo tempo que Pezão diz anular a possibilidade pretendida pelo Ministério da Fazenda, seu “governo”, antecedido por Sérgio Cabral, foi quem preparou todo o terreno para o atual estágio de sucateamento que a UERJ atingiu.

Após estes acontecimentos a página da internet usada para mobilização dos alunos e funcionários da universidade, “UERJ Resiste”, apontou que “Em nota, o Governo do Rio negou a intenção de fechar Universidades, apesar da recomendação do Governo Federal. A verdade, no entanto, é que o Regime de Recuperação tira a liberdade de escolha do Estado”.

E prosseguiu: “A adesão do Rio ao Regime de Recuperação Fiscal, que permitirá adiar o pagamento das dívidas com a União, foi condicionada a uma série de contrapartidas do Estado. Foi preciso aprovar, por exemplo, o aumento da contribuição previdenciária para 14%. O Rio teve que apresentar também um plano detalhado de suas contas para os próximos anos. Esse plano foi submetido a um parecer do Tesouro Nacional. É nesse parecer que se recomenda a revisão da oferta de Ensino Superior pelo Estado [...]”.

Na última edição de AND (nº 195), na matéria Crise na UERJ — ‘O desmonte da educação pública é um projeto’, havíamos noticiado que, no dia 24/08, os professores haviam decidido suspender a greve iniciada no dia 1º do mesmo mês e voltaram ao estado de greve. Poucos dias depois, em 4 de setembro, as aulas foram retomadas.

O gerenciamento Pezão havia assumido alguns acordos com a categoria, no entanto, o conjunto da UERJ segue alerta caso tais reivindicações não sejam atendidas.

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