México: ‘Desastre natural’ escancara descaso do velho Estado

A- A A+

Peña Nieto nega assistência aos mais pobres após terremoto

Gerrardo Carrillo
Voluntários procuram por crianças nos escombros de escola (Gerrardo Carrillo)
Voluntários procuram por crianças nos escombros de escola

Um forte terremoto de magnitude 8,5 na escala Richter devastou os estados de Oaxaca, Chiapas e Tabasco, no México, no dia 07 de setembro. Mais de 90 pessoas morreram, pelo menos 200 ficaram feridos, além de incontáveis casas e comércios totalmente destruídos.

Alguns dias depois (19/09), um novo e mais forte tremor sacudiu o país, desta vez com epicentro no estado de Morelos (120 km da capital), deixando ao menos 250 mortos e mais destruição, inclusive na capital Cidade do México.

Todo o dano que os chamados desastres naturais causam aos mais pobres é reflexo da extrema pobreza e falta de estrutura básica de sobrevivência que o capitalismo burocrático impõe ao o proletariado e massas populares nos países do terceiro mundo.

O próprio Banco Mundial, entidade das oligarquias financeiras e imperialistas, convergiu para esta conclusão em seu relatório intitulado Inquebrável: construindo a resiliência dos mais pobres frente aos desastres naturais, de novembro de 2016.

“O impacto [dos desastres] sobre a pobreza é grande devido ao fato de os pobres são expostos a intempéries com mais frequência, perdem uma parte maior de sua riqueza quando atingidos, e recebem menos apoio de família e amigos, sistemas financeiros e governos.”, admitiu.

Solidariedade proletária

Ante o total abandono do gerencialmento Enrique Peña Nieto para com as regiões mais pobres, a organização maoista Corrente do Povo Sol Rojo, de Oaxaca, enviou seus militantes para a região do Istmo. Lá, os comunistas prestaram solidariedade ativa e auxiliaram a população na reconstrução de suas vidas.

Segundo os maoistas, a campanha de apoio arrecadará recursos para os setores mais afetados. “O apoio coletado será entregue diretamente e sem intermediários às comunidades danificadas da União Hidalgo, Reforma de Pineda e San Francisco Ixhuatán, sem passar pelas mãos de nenhum partido eleitoreiro, nenhum politiqueiro”, ressalta o pronunciamento.

Os revolucionários agradeceram ainda às organizações democráticas e revolucionárias do mundo pelo apoio prestado. “Especial agradecimento aos camaradas do Dazibao Rojo, da Espanha; do jornal A Nova Democracia do Brasil; do blog Nuevo Peru e do Comitê Bandeira Vermelha, da Alemanha”.

Apoio internacional

A Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP – Brasil) pronunciou-se saudando a iniciativa dos maoistas mexicanos.

“Enviamos nossas saudações internacionalistas à Corrente do Povo Sol Rojo, verdadeira representante das massas exploradas e oprimidas do México, que expressando o verdadeiro espírito de ‘servir ao povo de todo coração’, está apoiando e organizando as massas que resistem e lutam neste difícil momento.”.

Os revolucionários brasileiros afirmaram ainda estarem seguros que esta iniciativa servirá para “elevar ainda mais a mobilização, politização e organização das massas populares para combater e resistir por seus direitos, sendo o maior e mais importante de todos eles, o Poder”.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Na Alemanha, a Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo) também emitiu saudações. “Queremos expressar nossa solidariedade internacionalista com os camaradas da Corrente do Povo Sol Rojo de Oaxaca, que juntos ao proletariado e povo da região afetada pelos recentes desastres naturais, estão enfrentando o abandono do velho Estado que não cumpre com suas funções.”.

A Associação destacou ainda que a solidariedade deve servir a elevar a consciência política das massas, servindo às tarefas pendentes da revolução. “Devemos unir as iras do povo que estas situações geram pela aguda necessidade, e transformá-las em um sentimento e movimento de ira coletiva para impulsionar a luta do proletariado e do povo a serviço da tarefa atrasada de reconstituir o heroico combatente [o Partido Comunista].”.

“Só o Novo Estado vai resolver os problemas; todo o resto, esse círculo vicioso da desocupação, da fome, da miséria, do abandono em situações críticas, do embrutecimento, da repressão, do genocídio etc. só se acaba quebrando-o.”, concluiu.

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537

Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

EXPEDIENTE

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda 
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond 
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait