ONU planeja usar Forças Armadas do Brasil para intervir na África

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As Forças Armadas do velho Estado brasileiro são cotadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para integrar nova ocupação imperialista contra uma semicolônia em colapso, como foi o caso do Haiti. O local ainda não foi formalmente decidido, mas está já certo nos bastidores que o destino será a República Centro-Africana.

Eric Fererberg/AFP
França comanda ocupação colonial na África Central desde 2014, sob bandeira da ONU (Eric Fererberg/AFP)
França comanda ocupação colonial na África Central desde 2014, sob bandeira da ONU

A ONU deu aos gerentes do velho Estado e das Forças Armadas dez possíveis locais na África ou Oriente Médio. Entre as possibilidades estavam Mali, Sudão, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Líbano e Síria.

Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas reacionárias, almirante Ademir Sobrinho, foram analisados nível de hostilidade e intensidade das operações, influência ambiental, repercussão internacional, custos logísticos e peso na “geopolítica”. Levando em conta estes aspectos, apontaram que a melhor opção é a República Centro-Africana. Outras opções consideradas foram vetadas pela baixa necessidade de incrementar essas agressões com mais soldados, como os casos do Líbano e da Síria.

O país agredido

O país é um pequeno território localizado no centro do continente, cercado por países atolados em guerras civis e com intervenções imperialistas como Sudão, Sudão do Sul e República do Congo. Com apenas 5 milhões de habitantes, é rico em urânio, petróleo, ouro, diamantes, madeira e na geração de energia hidrelétrica.

A República Centro-Africana padece de uma profunda crise de um capitalismo burocrático extremamente débil. O país desembocou em guerra civil em 2004, um ano após um golpe militar liderado pelo general François Bozizé (deposto, por sua vez, em 2013 após novo golpe de Estado).

Nessa guerra, contendem entre si grupos de poder do latifúndio semifeudal e da grande burguesia, mobilizando as massas umas contra as outras sob lemas religiosos, organizando-as em milícias muçulmanas e cristãs.

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