Declaração do Partido Comunista do Peru: ‘100 anos da Revolução Socialista e longa vida ao Presidente Gonzalo’

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Nota da Redação de AND: Publicamos a seguir uma adaptação da declaração emitida pelo Partido Comunista do Peru (PCP) em outubro de 2017, veiculada pelo site da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru, como parte da Celebração Internacional pelos 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro ocorrida na Rússia. A tradução não-oficial na íntegra pode ser lida em serviraopovo.wordpress.com.

Combatentes do Exército Popular de Libertação em Pampa Aurora, norte de Huanta, 2013
Combatentes do Exército Popular de Libertação em Pampa Aurora, norte de Huanta, 2013

Com o triunfo da Revolução de Outubro marca-se um marco extraordinário na história mundial, o término da revolução burguesa e o início da Revolução Proletária Mundial. Esta nova era - marcada pela potencialização da violência - mostra a caducidade da burguesia para dirigir a revolução e a maturidade do proletariado para tomar, dirigir e manter o Poder da ditadura do proletariado; dentro da qual se enquadram as revoluções das nações oprimidas. A violência revolucionária para conquistar e manter o novo Poder é hoje a guerra popular.

Lenin desenvolve o marxismo e o eleva a uma segunda etapa, o marxismo-leninismo. Stalin continua a obra de Lenin e, no processo de construção do socialismo na URSS, trava luta contra os desvios de Trotsky, Zinoviev e Kamenev - luta que conclui em 1937. Levou uma luta de 13 anos e, portanto, é falso dizer que ele resolvia as coisas de maneira administrativa. Assumimos a posição do Presidente Mao sobre o papel do camarada Stalin, segundo a qual 70% é positivo, um grande camarada.

Assim como nenhuma classe do mundo ocupou-se de tomar o Poder de uma só vez, mas sim por meio de um processo de restaurações e contrarrestaurações, quando o proletariado toma o Poder e estabelece sua ditadura, se potencializam os afãs da burguesia por restaurar o capitalismo e abre-se um processo histórico de luta entre o proletariado – por manter e defender sua ditadura e conjurar a restauração capitalista – e a burguesia que quer recuperar seu Poder. Esta luta entre restauração e contrarrestauração é uma lei histórica inegável até que se instaure definitivamente a ditadura do proletariado.

As experiências da restauração na URSS e na China deixam-nos grandes lições, tanto positivas como negativas; especialmente, destacamos os passos gigantescos de avanço [das experiências] na plasmação do novo Estado e em como a Grande Revolução Cultural Proletária é a solução para conjurar a restauração.

O Presidente Mao disse: em pouco tempo, transformou-se o mundo como nunca antes; o que na Inglaterra demorou 250 anos, a China realizará em 50 anos. Aqui se vê a potência das relações de produção. A velha Rússia czarista atrasada, com marcas de séculos, com um sistema feudal sufocante, com uma brutal ditadura autocrática (era chamada de gendarme da Europa); mas a revolução derrubou e varreu séculos de opressão e, em poucas décadas, alcançou grandes alturas da produção e deu bases a que, depois, os revisionistas usufruíram como economia de potência e superpotência.

A URSS, sob a direção de Stalin e do Partido Comunista, com o Exército Vermelho e o sacrifício de mais de 25 milhões de cidadãos e de milhões de vidas dos povos da Ásia, venceu o Estado fascista da Alemanha na Segunda Guerra Imperialista (guerra de rapina mundial), derrotou Hitler e não ficou sequer remédio para suicídio. Stalin dirigiu na guerra a frente antifascista mundial que salvou a URSS, serviu à libertação da Europa e contribuiu à revolução na Ásia e no mundo inteiro.

Neste processo da Revolução Proletária Mundial, o Presidente Mao Tsetung, desenvolvendo o marxismo-leninismo, eleva o marxismo a seu cume mais alto, chegando a teoria do proletariado a marxismo-leninismo-maoismo. E no Peru, o Presidente Gonzalo, aplicando-o à situação atual, deu-nos o marxismo-leninismo-maoismo pensamento gonzalo. Na situação atual e em perspectiva entramos na ofensiva estratégica da revolução mundial dentro dos “50 a 100 anos” em que se afundará o imperialismo e a reação mundial.

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Saudamos os partidos e organizações maoistas da América Latina e do mundo pelo impulso à campanha em defesa de nossa Chefatura, o Presidente Gonzalo. Saudação especial ao Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha), ao Partido Comunista do Equador (Sol Vermelho), ao Partido Comunista Maoista da França e às revistas maoistas da Alemanha (Posição de Classe) e Áustria (Coletivo Frente Vermelha) etc. por seus pronunciamentos pelos 25 anos do Discurso de nossa Chefatura.

Estes pronunciamentos têm grande significado em defesa do maoismo. Pois, com seus sinistros e negros ataques ao maior marxista-leninista-maoista vivo sobre a face da terra, ao maestro de comunistas e garantia de triunfo, o Presidente Gonzalo; é ali onde os reacionários e chupa-ossos, as hienas do podre sistema atacam a alma viva, nosso coração e centro de unificação partidária, querem ensinar com a Chefatura do PCP na farsa do novo julgamento. Mas, é justamente ali onde nosso querido Chefe e Águia do Partido desbaratou e esmagou seus planos, os traidores e revisionistas da LOD e LOE, esses que nunca dão a cara e encobrem-se com o manto de presos políticos e lutadores sociais.

A velha sociedade e o velho Estado que a representa e defende, sua democracia, seu Executivo e Parlamento, suas forças armadas e policiais, seu sistema judicial e carcerário: tudo se afunda. E o PCP avança em sua RGP, ainda mais no contexto atual do XXV Aniversário do vigente e vitorioso Discurso do Presidente Gonzalo, no 89º Aniversário do glorioso e heroico combatente (o PCP) e neste 100º Aniversário do Triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia, dirigida e sob a chefatura do grande Lenin.

Devemos levantar o proletariado e povos do mundo especialmente aqui na América Latina, que é o centro da tempestade revolucionária, a chispa da Guerra Popular no Peru vai incendiando os campos de opressão e exploração e se converterão em futuras bases de apoio da Revolução Proletária Mundial.

Nós reafirmamos em desenvolvermo-nos como fração dentro do Movimento Comunista Internacional para que o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo seja mando e guia da revolução mundial e chamamos a Desfraldar, defender e aplicar o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo!, posto que, somente assim o proletariado internacional, mediante seus Partidos Comunistas reconstituídos, será capaz de dirigir a conquista do Poder e emancipar aos oprimidos para emancipar-se a si mesmo como classe.

Estamos pela reconstituição da Internacional Comunista e consideramos que os acordos tomados nos Encontros de Partidos e Organizações Maoistas da América Latina e da Europa - visando marchar até uma Conferência Internacional Unificada de Partidos e Organizações Maoistas - são um passo importante neste sentido, o que estamos impulsionando com nossa participação por meio de nosso organismo gerado e com os pronunciamentos conjuntos.

Viva o Presidente Gonzalo, chefe do Partido e da Revolução!

Desfraldar, defender e aplicar o Marxismo-leninismo-maoismo, pensamento gonzalo, principalmente o pensamento gonzalo!

Viva o Partido Comunista do Peru!

Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo com Guerra Popular!

Viva o centenário do triunfo da Grande Revolução Socialista de Outubro na Rússia!

Viva o proletariado internacional!

Viva a Revolução Proletária Mundial!

Viva o Maoismo! Abaixo o revisionismo!

Viva a Guerra Popular no Peru, Índia, Turquia e Filipinas!

Honra e glória ao heroico povo peruano!

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