USA aprofunda intervenção na África

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Uma ação de emboscada de grupos islâmicos que aniquilou quatro soldados ianques, no início de outubro, no Níger, está tendo repercussão no cenário internacional. Os grupos se deslocam entre o Mali, Chade e a Líbia e controlam várias regiões, escancarando a derrota da intervenção militar dos imperialistas na região africana, que pretendem intensificá-la.

Sgt. Sean Worrell/Air Force Tech
Ianques adestram Exército semicolonial do Níger em ações de repressão contra o povo (Foto: Sgt. Sean Worrell/Air Force Tech)
Ianques adestram Exército semicolonial do Níger em ações de repressão contra o povo

A emboscada ocorreu no dia 4 de outubro, próximo da aldeia de Tongo Tongo, quando os militares retornavam à capital Nuamey. Os soldados ianques, 12 ao total, pertenciam à Força-Tarefa de Operações Especiais do Exército e acompanhavam outros 30 militares do Exército semicolonial nigerino. Eles estavam armados com metralhadoras e armas curtas.

Os soldados retornavam à base operacional quando mais de 50 combatentes de um grupo armado islâmico, atuando com táticas de guerra de guerrilhas, abriram fogo com canhões automáticos, lança-foguetes e granadas. Quatro soldados ianques foram aniquilados, a maioria deles sargentos, e outros dois ficaram feridos. Há indicativos que apontam à participação dos aldeões na ação.

O chefe da aldeia em Tongo Tongo foi detido pela repressão, acusado de dar apoio à ação e de “conluio com o Estado Islâmico”.

Guerra de agressão se expande

Estes combatentes organizados por grupos leais ao Estado Islâmico vêm da Líbia após a guerra de agressão ianque movida contra este país. Eles se retiraram dali quando da ofensiva ianque contra sua fortaleza na cidade de Sirte, em novembro de 2016. Os combatentes se dispersaram pelos países fronteiriços ou próximos como Chade, Níger, Nigéria e o Mali.

No Níger, um dos países mais empobrecidos do mundo e onde há intervenção militar encabeçada pelo Exército francês com 4 mil soldados, os grupos de combatentes uniram-se a outros grupos locais e ali estabeleceram-se.

A violência indiscriminada das potências imperialistas e as tropas locais, principalmente nas regiões rurais onde os grupos armados se estabeleceram, fez aprofundar o laço entre estes e os povos das aldeias. Agitando os problemas da extrema pobreza, desemprego e a situação de abandono do campo, os jihadistas estão organizando as massas, principalmente as camponesas, e estão mobilizando-as contra as tropas da França, USA e lacaios.

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Segundo apuração do Washington Post, vários analistas militares do USA apontam que, dada a derrota militar dos grupos armados islâmicos no Oriente Médio Ampliado, estes devem centrar suas ações no Norte da África e na África Ocidental, de onde a maioria dos combatentes vêm.

Intervenção ianque

A intervenção ianque na região da África Ocidental ganhou impulso em 2013, quando Barack Obama enviou 100 soldados de tropas terrestres para a região. Hoje, o número alcança 800 soldados para intervenções indiretas (treinamento e supervisão) com as tropas locais, embora autorizados a agir diretamente se necessário. “Autoridades” ianques já falam em aumentar sua atuação.

Para intensificar as atividades, o Exército ianque está mudando sua estratégia de agressão para concentrar mais ações na África Ocidental visando desbaratar a atuação dos grupos da Resistência Nacional que lá se estabeleceram.

Isso faz parte da chamada “guerra contra o terror” movida pelos ianques, que prevê aprofundar a intervenção militar direta ou indireta nos países, sobretudo na África e no Oriente Médio Ampliado, como “ação preventiva”. Dentro deste plano, os ianques adestram as Forças Armadas das semicolônias como tropas de ocupação interna destinadas a desbaratar toda a resistência popular ou nacional e, principalmente, as que tomam formas armadas, incluindo as de grupos islâmicos.

Os ianques estudam também dar poder de decisão nas mãos dos comandantes militares no campo de batalha visando expandir a capacidade de usar a força letal contra “terroristas suspeitos”. As informações vieram do secretário de Defesa, Jim Mattis, em reunião do Comitê das Forças Armadas do Senado, conforme apuração do Washington Post.

O senador ianque Lindsey Graham, referindo-se a essa nova estratégia, afirmou: “A guerra está mudando. Você verá mais ações [do USA] na África. Você verá mais agressões dos Estados Unidos em relação aos nossos inimigos. Você vai tomar decisões não na Casa Branca, mas no campo [de batalha]”.

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