Catalunha: ‘A independência mais curta da história’

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O governo central da Espanha, encabeçado por Mariano Rajoy, acionou o artigo 155 da Constituição para usurpar a autonomia da Catalunha, no dia 27 de outubro. A intervenção do Estado espanhol ocorreu horas após a proclamação da República da Catalunha pelo parlamento local.

O parlamento e o governo da região, chamado Generalitat, foram fechados, e o então governante da região, Carles Puigdemont, e outros ministros fugiram covardemente para a Bélgica três dias depois.

A polícia local, chamada Mossos d’Esquadra, também sofreu intervenção e seu alto comando foi substituído. Durante o Referendo que decidiu pela independência, em 01/10, a polícia catalã, então comandada por Josep Lluís Trapero, se recusou a reprimir o processo, obrigando o Estado espanhol a enviar efetivos da polícia central. Agora, os 17 mil agentes que compõem a Mossos d’Esquadra estão comandados pelo então vice-comandante Ferran López, tido como “bom conciliador”.

Alguns ministros e “autoridades” catalãs, após cassados, se apresentaram para retomar seus cargos no dia 27, mas foram ameaçados de prisão pelo governo espanhol por crime de “rebelião”, com sentença prevista em até 30 anos de prisão. Ao menos oito ex-membros da Generalitat estão presos desde o dia 02/10.

A mesma ameaça foi feita para o então governante Puigdemont, que teve pedido de prisão expedido pela procuradoria do Estado espanhol no mesmo dia, por não ter comparecido em audiência.

Após suspender a autonomia da Catalunha, o Estado espanhol convocou novas eleições para “definir o novo governo” da região para o dia 21/12.

Aumenta a crise

No campo econômico, a instabilidade política causada pelo ambíguo processo de independência dirigido pela burguesia catalã gerou mais desemprego no último mês.

Em outubro, a Catalunha foi a região na qual mais cresceu o desemprego, em meio à crise que pressiona todo o Estado espanhol. Encerraram-se quase 15 mil postos de trabalho, e ao menos 2 mil empresas deslocaram suas sedes para outras regiões, receosas de uma eventual retirada catalã da “União Europeia”.

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