Dia do Povo Preto - Uma história de sangue e resistência

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Todos os anos, no dia 20 de novembro, o monopólio da imprensa e o velho Estado tratam de distorcer o real significado do Dia do Povo Preto, que carrega uma gigante tradição de resistência e sangue neste território onde hoje situa-se o Brasil.

Assim que aqui invadiram, os portugueses tentaram escravizar os povos nativos indígenas, que impuseram feroz resistência aos colonizadores assassinos. Como conheciam o território, mesmo com a superioridade militar dos portugueses, os indígenas conseguiram não se deixar escravizar por completo, e os pretos foram trazidos da África. Chegaram aqui trazidos da forma mais selvagem possível, nos odiosos navios negreiros, para servir como força de trabalho escrava. Assim, os pretos chegaram em nosso país e consolidaram-se a primeira classe trabalhadora do Brasil colônia.

Vale lembrar que, de todos os países, o Brasil foi o que mais trouxe escravos, que eram vendidos em comércios entre os europeus e líderes de tribos africanas que venciam as guerras entre tribos rivais. Isso tudo num momento histórico em que a burguesia consolidava seu sistema capitalista, principalmente na Inglaterra.

Porém, em meio a séculos de suor, lágrimas, humilhações e sangue derramado, não foi só tristeza o que os pretos escravizados deixaram registrada na história do Brasil, mas também, e principalmente, um legado imortal de resistência. Foram criados os quilombos, onde os pretos libertos viviam após fugir da escravidão e organizavam grupos de combate para libertar outros escravos. Dentre os inúmeros fatos históricos desta luta contra a escravidão, destacou-se o heroico Quilombo dos Palmares, liderado pelo grande Zumbi dos Palmares, que ficava localizado onde hoje é o estado de Alagoas e que, por 100 longos anos, impôs derrotas às tropas do velho Estado brasileiro.

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