França: Falece o camarada Pierre, dirigente do Partido Comunista Maoista

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O dirigente maoista e um dos fundadores do Partido Comunista Maoista da França (PCmF), camarada Pierre, faleceu no último dia 3 de dezembro de 2017. Aos 82 anos, ele foi vítima de uma queda nas escadas do metrô, na França, no dia 1 de dezembro. A equipe médica declarou morte cerebral.

Dazibao Rojo
Dirigente foi cortejado por multidão, 10/12 (Foto: Dazibao Rojo)
Dirigente foi cortejado por multidão, 10/12

O PCmF, em declaração sobre seu falecimento denominada O camarada Pierre é imortal!, afirmou que a “sua vida foi repleta de compromisso revolucionário e a serviço do povo”.

Segundo os maoistas franceses, o camarada Pierre envolveu-se na luta revolucionária em maio de 1968, durante a Greve Geral que desembocou em um levantamento de massas extraordinário, sacudindo toda a França.

“Seu compromisso revolucionário sempre foi consequente e completo”, afirmam os maoistas, recordando que o camarada Pierre costumava fazer caminhadas noturnas “para conhecer os problemas diários dos vizinhos”, “incansavelmente, revolucionário entre as massas como um peixe na água”.

A declaração afirma por fim o seu legado e ensinamentos: “Sempre estar ao lado do povo e da classe operária, buscando sempre melhorar, ser firme nos princípios”. “Uma vida a serviço da revolução proletária mundial”.

Repercussão entre os revolucionários

Democratas, revolucionários e comunistas de vários países emitiram pronunciamentos por ocasião da morte deste importante dirigente maoista.

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No Equador, o Partido Comunista (Sol Vermelho) o qualificou como grande comunista. “Reconhecemos a sua briga por impor o maoismo na França, construir o partido de novo tipo, seu irrestrito apoio à Guerra Popular no Peru e a defesa do Presidente Gonzalo”, sintetizou.

No USA, a organização de jovens revolucionários Guardas Vermelhos – Austin (Texas) publicou na internet um relato de um jovem militante que conheceu pessoalmente o camarada Pierre. “Trata-se de um fervoroso defensor da guerra popular no Peru e um aluno de Marx, Lenin, Mao e Gonzalo”, afirmou sobre o camarada Pierre.

“Ao me despedir do que seria nosso último encontro, ele agarrou meus braços com firmeza, olhou diretamente para mim e disse, em inglês: ‘Lembre-se, não esqueça: construa o Partido!’ Eu dei-lhe a minha palavra que eu daria toda a minha vida a isso, e eu procuro fazer valer a minha palavra”, expôs o jovem maoista.

http://anovademocracia.com.br/202/21a.jpgNo México, a organização Corrente do Povo – Sol Vermelho qualificou o camarada Pierre como um “veterano e provado dirigente proletário”. “Sua vida e obra têm grande peso histórico para as novas gerações de comunistas da França que se lançam ao triunfo da revolução em seu país”, afirmaram os maoistas, que ressaltaram ainda que a revolução só triunfará com “guerra popular até o comunismo”.

No Chile, o jornal El Pueblo saudou o dirigente proletário, reforçando que, entre seus importantes feitos, estão: ter se dedicado à construção do Partido Comunista maoista e ter defendido durante toda  vida a linha revolucionária do Presidente Gonzalo e a guerra popular.

Na Alemanha, o Coletivo Internacionalista (Berlim) e o Coletivo Vermelho (Hamburgo) pronunciaram-se, reafirmando a grandeza do compromisso do camarada Pierre com as massas e sua devoção completa à causa. “Foi um importante camarada do Partido Comunista Maoista da França”, reforçam.

No Estado espanhol, o Comitê de Construção do Partido Comunista maoista da Galícia emitiu pronunciamento intitulado Honra e glória ao camarada Pierre!. Os maoistas afirmaram que um dos legados do camarada Pierre foi desfraldar a bandeira do maoismo na França e defender o Presidente Gonzalo. “Como dizem os camaradas do Brasil: camarada Pierre presente na luta!”, concluíram, referindo-se à consigna adotada pelos revolucionários em nosso país.

Na Itália, o Partido Comunista Maoista pronunciou-se destacando que o camarada Pierre passou boa parte de sua vida dedicado à “construção do autêntico Partido Comunista”, sem nunca perder o entusiasmo.

Organizações de vários outros países também se pronunciaram, como na Tunísia, Afeganistão, Dinamarca, USA, Holanda, Grã-Bretanha, Irlanda, Sri Lanka, Canadá, Colômbia, Manipur, Filipinas e outros.

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