Conceitos científicos do proletariado

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Revisionismo: Uma das correntes oportunistas no movimento operário e popular revolucionário que é hostil ao marxismo e nega a sua essência revolucionária. Porém, sua particularidade é apresentar-se como marxismo. Recebeu seu nome por submeter à “revisão” a teoria marxista - seu programa revolucionário, sua estratégia e sua tática.

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O revisionismo surge no fim do século XIX quando o marxismo obteve uma vitória completa sobre todas as variedades do socialismo no seio do proletariado e se difundia cada vez mais entre as massas operárias.

A essência do revisionismo consiste em introduzir a ideologia burguesa no movimento operário sob a aparência de marxismo. Os revisionistas, como afirmou Lenin, dedicam-se à “castração burguesa” do marxismo em todas suas partes constitutivas: filosofia, economia política e socialismo científico.

A base social do revisionismo é formada pela pequena burguesia que se incorpora aos poucos à classe operária, assim como pela camada alta do proletariado – denominada aristocracia operária – com condições de vida pequeno-burguesas.

Esta aristocracia operária, hoje, é a principal base social do oportunismo e revisionismo no movimento operário e popular. Ela surge com o advento do imperialismo que, com seus superlucros obtidos pela superexploração das colônias e semicolônias e das massas mais profundas do proletariado e do campesinato, pôde corromper uma parcela da classe operária com salários mais altos, regalias e privilégios, impulsionando a penetração de ideias e posições oportunistas, em geral, e revisionistas, em particular, no movimento operário e popular revolucionário.

Mostrando esta relação simbiótica entre o imperialismo e o oportunismo e revisionismo, Lenin afirmou que “pretender combater o imperialismo” sem combater todas as formas de oportunismo “não passa de fraseologia oca”.

Os principais representantes do velho revisionismo (final do século XIX – começo do século XX) foram Bernstein, Kautsky e outros. Na Rússia houve os “economicistas”, mencheviques e, após a Revolução de Outubro (1917), o trotskismo e o bukarinismo. Depois surgiram o kruschovismo como sistematização do revisionismo moderno e suas variantes: tengsiaopinguismo, hoxhaísmo, castrismo e outras. Na década de 1990, surge o novo revisionismo, disfarçado de maoismo: o prachandismo (Nepal), avakianismo (PCR-USA) e as Linhas Oportunistas de Direita (Movadef, abertamente capitulacionista, e PCPMLM, com cara de “esquerda”) no Peru.


Referência:

O revisionismo albanês de Amazonas e sua crítica ‘demolidora’ do maoismo, Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoismo, 2006

 

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