Grito do povo em cena

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Coletivo formado por Fernando Salinas e Ian Miranda, o Grito Filmes é um espaço para o povo artista expressar seus sentimentos, falar o que pensa por meio da sua arte, em cenas; um grito de pessoas que não são ouvidas. Com vários vídeos na internet e um curta-metragem, o Grito Filmes tem participado do que eles classificam como “revolução cultural”, contribuindo ao surgimento de uma nova cultura que sirva aos interesses do povo.

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Grito Filmes é um espaço para o povo artista expressar seus sentimentos

— O objetivo do Grito Filmes é catapultar artistas marginalizados pelo circuito cultural brasileiro, artistas que são deixados à margem, que não ocupam espaço, seja na mídia social e todo tipo de espaço cultural. Nosso objetivo básico é colocar em evidência esse pessoal, mostrar que eles são grandes artistas, grandes poetas, escritores, fazendo isso através dos vídeos – explica Fernando Salinas.

— Começamos filmando e jogando na internet batalhas de rimas, que são feitas pelo pessoal do rap. E através disso percebemos que muitos desses rappers, que fazem improvisação rimada, também são poetas, escrevem, têm letras – continua.

— Então nós fizemos ressurgir um tipo de poesia que é a poesia falada para o vídeo, à capela. Criamos o quadro “Literatura e Poesia Marginal”. Depois começamos o evento “Slam Grito Filmes”, uma batalha de poesia, que agora está muito bem vista na cena, mas quando começamos era uma coisa bem desconhecida aqui no Rio de Janeiro – diz.

Muitos trabalhos têm chamado atenção de Fernando, entre eles destaca dois que considera muito marcantes.

— O primeiro é uma literatura e poesia marginal, gravada há um ano, com Weslley Jesus, WJ,  um vídeo muito forte e que teve um alcance inimaginável, mais de 50 milhões de visualizações na internet. Muitas pessoas compartilharam o vídeo e muita gente ainda está vendo. O nome da poesia é Século 21, e vale a pena ser visto – anuncia.

— O outro que também me marcou muito foi uma poesia gravada no meio de um tiroteio no Complexo do Alemão. Estávamos lá gravando quando uma menina que iria participar mandou avisar que não poderia ir porque estava em uma manifestação pela morte do menino Paulo Henrique, baleado em uma troca de tiros.

Paulo Henrique de Oliveira, 13 anos, foi morto durante uma operação policial no dia 25 de abril do ano passado.

— Então todos que estavam lá gravando falaram “vamos para a manifestação, vamos lá manifestar também”. Descemos, e foi tudo muito espontâneo, nada planejado. Antes da confusão até gravamos umas poesias, o povo gritando, e depois no meio do tiroteio, no meio do caos, decidimos gravar mais uma, que é Poesia na guerra, com Sikeyra – continua.

A vida real em poesia

— Às vezes acontecem uns imprevistos — conta Fernando — umas coisas engraçadas, outras nada engraçadas, como no caso do tiroteio.

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