Dia Internacional da Mulher Proletária

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O Dia Internacional da Mulher Proletária foi instituído por proposição de Clara Zetkin, dirigente do Partido Social Democrata da Alemanha (como eram designados os comunistas da época), na 2ª Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em 1910 na Dinamarca, em tributo à luta das mulheres das classes exploradas e oprimidas de todos os países. A data passou a ser celebrada em diferentes dias a cada ano.

Ellan Lustosa/AND
Movimento Feminino Popular celebra 8 de março em São Paulo, 2016 (foto: Ellan Lustosa/AND)
Movimento Feminino Popular celebra 8 de março em São Paulo, 2016

Em 8 de março de 1917, auge da situação revolucionária na Rússia, milhares de operárias marcharam contra a fome, a guerra e o czarismo pelas ruas de Petrogrado, sob a direção dos bolcheviques. O episódio deu início a uma greve geral contra o regime czarista. Os meses que se seguiram trouxeram um dos marcos mais importantes da história da humanidade, a Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917, em que a classe operária e os camponeses tomaram o poder e iniciaram a construção da primeira pátria socialista da história. Desde então, o dia 8 de março foi unificado pelos movimentos revolucionários de mulheres em todo o mundo como marca do conteúdo de classe do Dia Internacional da Mulher Proletária.

Em 1950, para tentar suprimir o caráter de classe da data, as classes dominantes a difundiram como dia internacional de todas as mulheres, exploradas e exploradoras. Para justificar a data, apresentaram uma versão de que nessa data ocorrera uma greve de tecelãs em Nova Iorque, em que 129 operárias e 17 operários morreram em um grande incêndio, trancados pelos patrões em uma fábrica. Não podendo remover por completo o caráter de classe da data, ao menos a alçaram para fora do território socialista.

Devemos lembrar e destacar que o dia 8 de março está vinculado à Revolução Proletária Mundial e pertence, portanto, às massas exploradas e oprimidas de todo o mundo, que combatem o imperialismo e os governos lacaios em cada país dominado.

A opressão da mulher é parte da base econômica do sistema capitalista. A dupla jornada do trabalho familiar feminino compõe uma importante soma dos lucros da burguesia, que não se vê obrigada a remunerar o invisível trabalho doméstico e mantém metade das classes oprimidas aprisionada e subjugada a ele. Portanto, é correto afirmar que a verdadeira emancipação da mulher será obra da revolução proletária.

No Brasil, há o Movimento Feminino Popular (MFP), importante movimento revolucionário feminino o qual temos como referência. Ele cumpre o importante papel de mobilizar, organizar e politizar as mulheres do povo, para atuarem no movimento popular como destacadas ativistas e dirigentes, rechaçando o feminismo burguês e pequeno-burguês, educando-as com elevada consciência proletária e na ideologia do proletariado, o marxismo-leninismo-maoismo.

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