Contra o reconhecimento ianque sobre a ocupação sionista de Jerusalém

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Juventude palestina enfrenta Exército sionista

Mais de 20 palestinos ficaram feridos durante enfrentamentos com soldados israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, no dia 02 de março. Os confrontos ocorreram durante a terceira “Sexta-feira de Fúria” consecutiva contra o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense pelo arquirreacionário Donald Trump, ocorrido em dezembro passado.

Gráfico: a ocupação sionista na Palestina

Na Faixa de Gaza, as tropas militares do sionismo, estacionadas em torres de vigilância a leste, dispararam com fuzis contra a multidão. Gás lacrimogêneo e outras armas anti-protestos foram empregadas contra as massas que se aproximaram da cerca da fronteira. Ao menos 15 palestinos ficaram feridos no setor oriental, segundo o ministério da saúde da região.

Na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, três jovens palestinos ficaram feridos. Além deles, um fotógrafo de uma agência de notícias turca também.

Na cidade de Qalquiliya, Cisjordânia, vários palestinos ficaram feridos pelos soldados no transcurso de um protesto contra o muro construído por Israel.

O Dia de Fúria (ou “Sexta-feira de Fúria”) é eleito pela Resistência Nacional para promover ações concentradas e generalizadas contra a ocupação sionista. Ultimamente, todos os dias de fúria tiveram como exigência a revogação da decisão do USA, que reconheceu Jerusalém como capital do Estado sionista.

Crianças em campos de concentração

A Sociedade de Prisioneiros Palestinos informou que ao menos 350 crianças e adolescentes estão detidos nos campos de concentração do regime sionista nos territórios palestinos ocupados.

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A organização informou que um total de 182 crianças palestinas permanecem encarcerados atualmente na prisão israelense de Ofer – tida como uma das mais brutais do regime. Ainda segundo a denúncia, três dos meninos estão presos sob a chamada “detenção administrativa”, isto é, sem acusação ou sem julgamento, por um período de seis meses.

Hoje, submetidos aos campos de concentração sionistas, há ao menos 6 mil palestinos. Segundo a organização, algumas centenas deles estão encarcerados sob a prática da detenção administrativa.

França: Ataque contra consulado exige libertação de Abdallah

Ativistas revolucionários, em solidariedade à causa palestina, realizaram uma ação contra o consulado do Estado sionista de Israel na cidade de Marselha, na França, no dia 28 de fevereiro. Os combatentes do Grupo Pierre Oller denunciaram a ocupação perpetrada no território palestino e exigiram a libertação do preso político Georges Ibrahim Abdallah.

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Martelo usado por ativistas em ação no consulado sionista
Martelo usado por ativistas em ação no consulado sionista

A ação, que contou com o uso de um martelo, deixou todas as vidraças quebradas e danificou outros objetos da instalação. Os ativistas realizaram o ataque durante a noite.

Imagens veiculadas pelo portal revolucionário europeu Nova Época mostram bandeiras comunistas e um martelo, provavelmente o que fora usado na ação para quebrar as vidraças. Nele, estampava-se a consigna Liberdade para Georges Ibrahim Abdallah.

Pela libertação do Georges Abdallah

Abdallah, militante comunista árabe, foi preso em 1984, na França, e condenado à prisão perpétua, sem provas, por “cumplicidade”, isto é, por apoiar as ações armadas da Resistência Nacional palestina.

Mesmo após tantos anos e várias irregularidades jurídicas no seu processo, Abdallah segue preso. Conforme mencionou o portal Nova Época, “Abdallah segue preso porque é um símbolo de compromisso, de não trair o caminho, de não fazer compromissos com a reação e por apoiar inabalavelmente a luta justa dos palestinos contra a ocupação de suas terras”.

Em seu histórico, há vários pareceres apontando à sua soltura, não acatada por ordens diretas do imperialismo ianque.

Em 1999, Abdallah completou a primeira parcela de sua pena, por si absurda, mas seguiu sendo-lhe negado o pedido de liberdade condicional. Em 2003, o tribunal de execução judicial se pronunciou por sua libertação, mas Abdallah continua preso nas masmorras do imperialismo francês por medida cautelar emitida pelo USA.

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