Violão brasileiro de qualidade

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Sobrinho do saudoso violonista virtuose e compositor genial Luiz Bonfá, o carioca  Tavynho Bonfá mantém a tradição da família, sendo nome conhecido internacionalmente por todos aqueles que apreciam a qualidade da música de violão. Com 50 anos de música, Tavynho mantém vivo tudo aquilo que aprendeu desde a infância e que resulta na beleza da música, longe dos padrões mercadológicos, trabalhando gêneros diversos e especialmente o violão popular e a música brasileira.

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Tavynho Bonfá é sobrinho de Luiz Bonfá e está completando 50 anos de música
Tavynho Bonfá é sobrinho de Luiz Bonfá e está completando 50 anos de música

— Esse meu envolvimento com música vem desde a infância, sempre voltado para o violão e o piano, porque tinham esses dois instrumentos na minha casa, sendo que acabei me envolvendo mais com o violão. Ganhei o meu primeiro violão com 7 anos de idade, e nem me lembro se foi do meu pai ou do meu tio Luiz Bonfá, irmão da minha mãe, Laís — conta Tavynho.

— Meu tio fazia sempre as suas chegadas na minha casa com o violão e já reunia as três crianças, que eram minhas duas irmãs e eu, para fazer um trio vocal. Isso era muito legal. Nós já começávamos a fazer vozes, abrir uns intervalos de terças, de quintas, íamos nos acostumando com os intervalos musicais, e ele amava os acordes, enfim, era muito bonito — recorda.

— Começamos cantando, não tocando, e eu logo foquei no instrumento porque o violão do meu tio era uma coisa muito especial, o violão dele falava, era um negócio espetacular. Luiz Bonfá foi uma das minhas principais influências, era impressionante o seu violão — diz com admiração.

Respeitado como compositor refinado e exímio violonista, de sonoridade ampla e grandiosa, Luiz Bonfá (1922–2001) fez parte do primeiro grupo de músicos da Bossa Nova, compondo clássicos como Samba de Orfeu e Manhã de carnaval. Entre outras, participou da chamada era do Rádio, na Rádio Nacional ao lado de Aniíbal Augusto Sardinha, o Garoto, na trilha sonora da peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, e compôs para o filme Orfeu do carnaval, inspirado na peça.

— Além do meu tio, também tenho como influência o João Donato. Os dois ensaiavam no piano da minha mãe enquanto eu ficava embaixo. Meu tio me apresentou às pessoas mais importantes da música popular brasileira de sua época: conheci Tom Jobim quando tinha 13 anos e convivi bastante com o pianista e maestro Luiz Eça — relata.

— Desta forma, minhas influências são muitas, geralmente de música popular brasileira, mas também do jazz e do rock, assim como de violonistas diversos. Sempre peguei algo importante de cada um, por exemplo, a falta de ruído, no caso do Luiz Bonfá, e a agressividade do Baden Powell, procurando assim uma nuance sonora bastante ampliada — explica.

Tavynho Bonfá costuma trabalhar com vários gêneros, mas em maior parte com a música popular brasileira.

— No sentido de trabalhar e desenvolver o violão, trabalho o violão popular e a música brasileira, mas já fiz de tudo, todos os gêneros, gosto é de música bonita, música de ambiente. Para cinema, por exemplo, apesar de nunca ter feito trilha para um filme no Brasil, já compus muita coisa para televisão. Normalmente escrevo minhas próprias canções, porém aceito letras de outros autores para compor em cima — conta.

— No momento estou fazendo duas músicas com letras de outros autores: a Jussara Freire me deu uma letra sua e o Zé Edu Camargo também. O Zé Edu é de São Paulo, mas, agora está morando em Belo Horizonte, então tenho que fazer urgente essa música, porque os mineiros são rápidos e se eles conhecerem aquela letra bonita vão querer musicar logo — brinca.

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