A labuta diária nas praias cariocas

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No lugar pensado como democrático, no qual a maioria da população da cidade do Rio de Janeiro mais se diverte e se refresca, uma parte da população, na sua maioria negros e pobres, luta ferrenhamente para tirar seu sustento e encobrir a falta de oportunidades criada pelo sistema capitalista que vende a ideia de que todos têm igualdade de possibilidades de sobrevivência.

Júnior, que trabalha há 16 anos numa barraca na praia da Barra da Tijuca, conta um pouco da sua rotina.

Eles chegam às 7 horas da manhã na praia. Agora ele mora mais perto, mas antes, quando morava às bordas da avenida Brasil, em Bonsucesso, levava 1 hora e 30 minutos  e tinha que sair às 4 horas da manhã de casa. Ao chegar, eles carregam todo o material e montam a barraca, trabalham atendendo os clientes o dia todo, carregando os produtos na areia pesada. No final, recolhem tudo e desmontam a barraca. Não podem deixar na praia, pois correm o risco de perder a barraca e os produtos e serem multados pela prefeitura. O horário de saída é relacionado ao movimento. No verão ou feriado chegam a sair por volta da meia-noite, pois têm que aproveitar o movimento, afinal, não sabem o que ocorrerá no dia seguinte. Assim, nesta rotina diária, Júnior e sua esposa sustentam uma família de cinco pessoas.

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Enquanto uma parte da população frequenta as praias cariocas, trabalhadoras e trabalhadores lutam diariamente pela sua sobrevivência e de suas famílias. Não existe crítica aos que estão na praia se divertindo, mas às circunstâncias da vida dessa parte da população, que sofre literalmente de sol a sol em condições precárias, tentando garantir seu sustento e se encaixar numa sociedade injusta. Isso sem falar nos ambulantes, que caminham de uma ponta a outra da praia, carregando um isopor pesado num sol de 40 graus e na areia quente. Muitos destes ainda são perseguidos pela guarda da Prefeitura Municipal por não serem “legalizados”, como se fosse ilegal lutar pela vida.

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