Dia do Internacionalismo Proletário

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Trabalhadores e estudantes rebelam-se e marcham em todo o mundo

O Dia do Internacionalismo Proletário, ou Dia do Trabalhador, foi repleto de protestos e violentas rebeliões em vários países. Especialmente na França e Turquia, houve confronto entre manifestantes e as forças de repressão.

Em Paris, capital francesa, mais de 55 mil manifestantes, milhares com rostos cobertos – dentre estudantes, jovens e trabalhadores – saíram às ruas em um dia geral de rebelião. Vitrines de grandes lojas e bancos, concessionárias de veículos e outras instalações dos monopólios foram destruídas. Os jovens trabalhadores lançaram ainda palavras de ordem como Todos odeiam a polícia! e Paris, rebele-se!. O protesto foi convocado por sindicatos para celebrar o dia 1º de maio.

A resposta do governo imperialista foi, novamente, repressão. Mais de 200 pessoas foram detidas pelos policiais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para tentar dispersar a manifestação, mas sem êxito. Em resposta, veículos de concessionárias e outros objetos foram utilizados como barricadas em chamas. O monopólio da imprensa francesa, assustado, qualificou os protestos como “cenário de guerra” e de “batalha”.

Instalações do governo também foram incendiadas como forma de repudiar as políticas do presidente reacionário Emmanuel Macron. Os manifestantes franceses repudiam a tentativa de Macron por aprovar reformas antipovo e anti-operárias, como a trabalhista e a previdenciária, além de outras também famigeradas como a educacional [ver página 18].

Na Colômbia, estudantes e jovens ativistas revolucionários marcharam pelas ruas de várias cidades da Colômbia, no dia 1º de maio – Dia do Internacionalismo Proletário. Uniformizados e elevando as palavras de ordem Combater e resistir! e Rebelar-se é justo!, os revolucionários atacaram bancos e prédios governamentais, em Medellín. As ações fazem parte também da campanha internacional de celebração dos 200 anos de Karl Marx. As informações são do jornal popular e democrático El Comunero.

Especialmente em Medellín – segunda maior cidade do país –, os jovens revolucionários e estudantes, organizados pelo Movimento dos Estudantes a Serviço do Povo (Mesp), marcharam pelas ruas promovendo as ações e desafiando a repressão. A matriz de um grande banco nacional foi atacada com pedras, em plena região central da cidade. Bandeiras comunistas, com o símbolo da foice e do martelo, foram erguidas pelos jovens. Alguns deles estavam vestidos com camisetas estampadas com o símbolo da Liga dos Camponeses Pobres, do Brasil.

Em rechaço à farsa eleitoral e como parte da campanha de boicote, os jovens ativistas revolucionários incendiaram ainda uma urna simbólica, estampada com fotos de vários políticos e siglas eleitoreiras. Um estandarte com a consigna Eleição não! Revolução sim! foi erguido em seguida. Uma bandeira do Estados Unidos, inimigo principal dos povos oprimidos do mundo, foi queimada, e uma bandeira de Israel teve o mesmo destino, como ato de repúdio à invasão e ocupação da Palestina e apoio à luta daquele povo contra o genocídio sionista.

No Equador, centenas de ativistas da Frente de Defesa das Lutas do Povo (FDLP) marcharam organizadamente celebrando o Dia do Internacionalismo Proletário, no 1º de maio, em San Miguel de Ibarra (província de Imbabura), a 72 quilômetros da capital Quito. Um obelisco – principal monumento da cidade – foi tomado para, em seu lugar, ser estendida uma faixa homenageando os 200 anos de Karl Marx. Ao fim, panfletos foram lançados com explosivos, marcando a presença dos revolucionários nas ruas da cidade.

Uma enorme massa composta por operários, jovens, estudantes e mulheres do povo tingiram as ruas de vermelho. As colunas carregavam bandeiras com a foice e o martelo, emblema do Partido Comunista e do proletariado. Além de celebrar o Dia do Internacionalismo Proletário, os ativistas e massas repudiaram a repressão e militarização desatada na província de Esmeraldas, a precarização do trabalho, contra o desemprego e o governo do reacionário Lenín Moreno, além de reivindicarem melhores salários.

No ato foi lançado o jornal Nova Democracia (Nueva Democracía, no original) equatoriano. Em nota, a FDLP qualificou-o como “um novo instrumento à luta de classe, dos camponeses e demais massas pobres e exploradas”, repleto de “conteúdo popular, democrático e anti-imperialista”. O lançamento de sua primeira edição é parte da celebração dos 200 anos de Karl Marx, ressalta a FDLP.

Na Áustria, em ao menos quatro cidades milhares de ativistas revolucionários e massas celebraram o Dia do Internacionalismo Proletário (1º de maio), os 100 anos do Partido Comunista da Áustria e os 200 anos de Karl Marx.

Em Viena, cerca mil pessoas participaram de uma manifestação de massas. Um bloco vermelho composto por revolucionários austríacos homenagearam os 200 anos de Karl Marx e celebraram o centenário do Partido Comunista da Áustria (fundado em 1918). Uma faixa foi pendurada com a consigna Tudo por reconstituir o Partido Comunista da Áustria!

Os ativistas marcharam com uma faixa que estampava a palavra de ordem Tudo pela Revolução! Tudo pelo Partido Revolucionário!. Junto ao bloco vermelho, integraram-se também militantes vinculados ao Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista (TKP/ML) – que dirige a guerra popular em seu país.

Manifestações semelhantes foram realizadas em Steiermark, Linz e Tirol, contando, em cada uma, com pelo menos mil pessoas.                

No Brasil, houve várias marchas organizadas por centrais sindicais. No entanto, destacou-se a combativa marcha convocada pela Liga Operária, em Belo Horizonte (MG), no dia 31 de abril. O evento, que reuniu entidades classistas e combativas, defendeu a necessidade da preparação de uma vigorosa Greve Geral por tempo indeterminado e celebrou o Dia do Internacionalismo Proletário.

Tomaram parte do ato a Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), Liga dos Camponeses Pobres (LCP), Luta pelo Socialismo (LPS), Movimento Feminino Popular (MFP), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV – LJR), Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Minas Gerais e a subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) de Vespasiano.

Ao fim do ato, manifestantes acenderam sinalizadores vermelhos e entoaram a plenos pulmões palavras de ordens como Ir ao combate sem temer, ousar lutar, ousar vencer! e outras contra a farsa eleitoral e as contrarreformas do governo Temer/PMDB.

Já no dia 5 de maio, dezenas de operários, camponeses, estudantes, profissionais liberais e ativistas revolucionários realizaram organizada marcha na região central da mesma cidade.

Promovida pela FRDDP, a marcha teve à sua dianteira uma enorme faixa com o selo de celebração do bicentenário de Karl Marx, retratos dos grandes dirigentes comunistas Marx, Engels, Lenin, Stalin e Presidente Mao. Logo atrás, dois grandes retratos estampavam o Presidente Gonzalo e o dirigente comunista brasileiro Pedro Pomar, além de bandeiras dos movimentos participantes.

Entre as bandeiras, no entanto, destacava-se a bandeira comunista vermelha com o símbolo da foice e do martelo, que vinha à frente de todas as demais.

Na capital do Chile, Santiago, uma massiva manifestação do Dia Internacional dos Trabalhadores, convocada pela Central Classista dos Trabalhadores, tomou as ruas no fim da manhã e enfrentou a repressão policial com decisão.

Milhares de jovens trabalhadores levantaram palavras de ordem contra a exploração e opressão perpetradas pelo velho Estado na cidade e no campo e ergueram faixas em celebração ao 200º aniversário do grande Karl Marx.

As forças de repressão iniciaram seus ataques contra a manifestação com bombas de gás e jatos d’água por volta das 12h, sendo prontamente respondidas pelas massas que arremessaram pedras. Inúmeras barricadas em chamas foram erguidas pelas ruas da capital chilena e bancos também foram atacados pela justa revolta popular. A manifestação da Central Classista dos Trabalhadores foi organizada em oposição à passeata da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Nas ruas, pichações feitas pelos manifestantes com dizeres como A CUT não te defende, denunciaram o papel de conciliação de classes que a entidade vem cumprindo.

Na Turquia, também houve grande manifestação e repressão. Em Istambul, capital do país, uma batalha campal foi travada na principal praça da cidade, chamada Taksim. O governo fascista de Recep Tayyip Erdogan proibiu que qualquer demonstração pública fosse realizada naquele espaço, mas as massas rechaçaram sua ordem.

A polícia cercou a praça buscando impedir os manifestantes de adentrá-la. Aos gritos de Viva o 1º de Maio, os ativistas, sobretudo jovens, lançaram-se ao confronto. Ao menos 45 pessoas ficaram feridas e 50 foram detidas.

Em outras partes do mundo houve também protestos.

Nas Filipinas, grandes bonecos, dentre eles um com a imagem do atual presidente do velho Estado semicolonial Rodrigo Duterte, foram incendiados em ato simbólico. Na Palestina, manifestantes se reuniram em frente ao Ministério do Trabalho, em Gaza, para exigir melhores condições de vida e mais empregos. Na Alemanha, especialmente em Berlim, as “autoridades” reacionárias montaram uma operação de guerra para evitar manifestações combativas.

Maoistas rufam os tambores

Além da declaração conjunta de Partidos e Organizações marxistas-leninistas-maoistas [ver páginas 21, 22 e 23], várias outras organizações pronunciaram-se reafirmando suas metas revolucionárias.

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O Partido Comunista do Peru (PCP) emitiu uma mensagem ao Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) – organismo daquele para o trabalho internacional –, publicada no site serviraopovo.wordpress.com, por ocasião do 1º de maio.

Os maoistas peruanos saudaram “as guerras populares que se desenvolvem no Peru, na Índia e em outros países” e também saudaram “as guerras populares que estão por vir”. Os maoistas peruanos reafirmaram ainda sua decisão por “desafiando a morte, culminar a Reorganização Geral do Partido”, abraçando o marxismo-leninismo-maoismo pensamento gonzalo e a defesa da chefatura do Presidente Gonzalo.

Os Comitês para a Reconstituição do Partido Comunista (Maoista) da Áustria também reafirmaram sua decisão por culminar sua reconstituição e passar à guerra popular, exortando os ativistas a “centrar no partido” e colocar mais empenho na tarefa de reconstituí-lo.

No Estados Unidos (USA), os Guardas Vermelhos de Austin e de Los Angeles emitiram duas declarações até o fechamento da presente edição, exortando e reafirmando a decisão por “construir um Partido Comunista maoista” e desatar a guerra popular contra o imperialismo ianque a partir de suas entranhas.

Os Guardas Vermelhos de Austin saudaram ainda os partidos comunistas que desatam guerras populares e aqueles que preparam novas. “Saudações vermelhas àqueles que marcham conosco firmemente em direção à guerra popular”, emitem.

“Devemos ousar lutar, ousar vencer! Devemos preparar o caminho para que o proletariado e os oprimidos sigam o nosso caminho rumo à guerra popular e ao comunismo!”, exortaram os Guardas Vermelhos de Los Angeles.

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