O ataque combinado a Pearl Harbor

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Na manhã de 7 de dezembro de 1941, uma esquadrilha de aviões japoneses bombardeou a baía de Pearl Harbor, no Havaí, onde estavam ancorados navios ianques da frota do Pacífico. O ataque japonês fez com que a marinha ianque sofresse mais baixas e afundamentos do que em toda a Primeira Grande Guerra Imperialista. No dia seguinte, o presidente Franklin Delano Roosevelt encaminhou ao Congresso uma declaração de guerra. A opinião pública, anteriormente contrária à guerra, passou a defender a entrada dos USA no conflito.

Segundo a versão oficial, os USA teriam sido surpreendidos pelo ataque japonês. No entanto, várias evidências apontam para uma trama urdida pelos próprios ianques para obter apoio popular para a guerra. O pior: o teatro de Pearl Harbor custou a vida de milhares de pessoas — menos, é óbvio, dos oficiais que já sabiam do ataque.

Segundo informações do sítio eletrônico Essential Pearl Harbor (www.essentialpearlharbor.com, em inglês), um enviado peruano a Tóquio disse ao terceiro secretário na Embaixada dos USA, em janeiro de 1941, que fontes do serviço de inteligência lhe informaram que os japoneses possuíam um plano de ataque a Pearl Harbor.

Em 10 de julho, um militar ianque afirmara que a marinha nipônica estava praticando secretamente ataques de torpedo na Baía de Ariake, uma área semelhante a Pearl Harbor. Outro militar estadunidense, baseado no México, reportou que o Japão estava construindo pequenos submarinos que seriam rebocados até Pearl Harbor. E mais: um agente secreto britânico falou ao FBI do suposto ataque; e outro agente coreano contou a um senador, que alertou o Departamento de Estado, o Exército e o presidente Roosevelt pessoalmente.

Em 24 de setembro, uma mensagem da marinha japonesa foi interceptada pelo serviço de inteligência. Ela pedia as exatas posições dos navios ianques no porto havaiano. Em 25 de novembro, foi interceptada uma mensagem de rádio do Almirante Yamamoto, ordenando a força japonesa a atacar a frota dos USA. No mes mo dia, o secretário de guerra, Henry Stimson, escreveu em seu diário:

"(...) Apesar do risco de deixar que os japoneses dêem o primeiro tiro, percebemos que para ter o total apoio do povo americano seria desejável não deixar dúvida sobre o que eles estavam fazendo. Não deveria restar nenhuma dúvida de que eles eram os agressores".

De fato, o ataque japonês satisfez em cheio aos propósitos de Roosevelt, pois o povo estadunidense não queria se envolver numa guerra deflagrada pelos europeus. Roosevelt, sabendo desse obstáculo, teria dito:

— O povo americano jamais concordaria em entrar numa guerra na Europa, ao menos que fossem atacados dentro de suas próprias fronteiras. No caso, foi uma "fronteira" milimetricamente escolhida: o distante território do Havaí.

Seguindo as pistas de todas essas evidências, os que acreditam que Pearl Harbor foi uma grande encenação política sustentam que Roosevelt deslocou a frota do Pacífico da Costa oeste para o Havaí, contra o aviso dos comandantes militares, não para ameaçar os japoneses, mas para colocar seus próprios combatentes como iscas. Ardis semelhantes sempre foram utilizados.

O próprio nazismo incriminou os comunistas alemães pelo incêndio do Reichstag. Do contrário, não conseguirira desatar a perseguição que desestruturou o partido comunista daquele país. O USA, segunto suas várias doutrinas de dominação sempre se fez de agredido para justificar o desembarque de tropas em países principalmente da América Latina. Mais recentemente, mais uma grande farsa foi montada, em 11 de setembro de 2001, para justificar as invasões do Afeganistão e Iraque, deparando-se novamente com as forças que lutam pela libertação nacional desses países.

Apesar da declaração de guerra ao eixo, o USA só entraria na guerra, efetivamente, em 1944, no desembarque da Normandia. Até então, os ianques, lucrando muito com a guerra e fazendo planos neo-coloniais, assistiam a luta de morte travada entre as tropas nazi-fascistas e socialistas da URSS.

Sentindo a derrota iminente do eixo, o USA resolve entrar "inteiro" na guerra contra os inimigo já enfraquecido pela avassaladora ofensiva soviética.

Cerca de 2.403 pessoas foram mortas em Pearl Harbor, e 1.178 ficaram feridas. Mas isso era "peixe pequeno" para os planos ianques. O ataque a Pearl Harbor foi perpetrado pelo governo, com o apoio da imprensa, sendo um dos mais infames atos da história.

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