Perigo azul: o desarmamento civil e militar do Brasil

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O Estatuto do Desarmamento é uma “lei” gerada nos intestinos da ONU, uma organização de fachada a serviço da oligarquia internacional, transplantada para o Congresso Nacional e arrancada á fórcipe(!) pelas parteiras Renan Calheiros e Luis Eduardo Greenhalgh.

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(!) Reflexão.

Ronaldo Sardenberg,condenado pela Justiça Federal, em primeira instância, por improbidade administrativa na administração FHC, e que criminosamente, violando a Constituição da República, tentou internacionalizar a base aeroespacial de Alcântara, foi misteriosa e cabalisticamente nomeado pelo PT/PSDB como embaixador do Brasil na ONU, também com a missão de desarmar o país e seus cidadãos para levá-los à mortal condição de cordeiros. No Brasil, o atual braço operativo desse organismo para o desarmamento civil é o representante local da Unesco, Sr. Jorge Werthein.

Esse instrumento diabólico tem como único objetivo impedir que o brasileiro venha defender, num futuro próximo, a sua Pátria, a sua vida, a vida dos seus e as suas propriedades. Há muito pouco tempo, gente a serviço da ONU foi à cidade de Curitiba para, ao arrepio da Lei, querer ali implantar o caos, pretendendo que se declarasse a cidade uma Zona Livre de Despejos, como exemplo para o mundo, onde seria lícito invadir propriedades públicas e privadas e crime expulsar o invasor.

Por outro lado, o Estatuto, se potencializado pelo referendo, aprovado e votado como quer o governo do PT, visa eliminar qualquer tipo de resistência civil que tenha como objetivo impedir a completa transformação do Brasil em uma capitania sub-oligárquica, que hora disfarçada de governo democrático, aí está em plena construção; só não a vê quem não quer.

A história, mais uma vez, está por se repetir:

Diário de Berlim, 15 de abril de 1935:

Este ano entrará para a história, pois pela primeira vez uma nação civilizada tem um registro completo de armas! Nossas ruas serão mais seguras, nossa política mais eficiente, e o mundo seguirá nossa liderança no futuro.
Adolph Hitler.

As primeiras e as últimas linhas do editorial de O Globo, publicado em 9 de março de 2005, são uma cabal prova do que acabamos de afirmar:

“O Estatuto do Desarmamento se equipara às mais importantes reformas econômicas e sociais. Se estas são necessárias para adequar o país a um mundo sem fronteiras e cada vez mais competitivo, a instituição de normas rígidas para disciplinar o acesso a armas é ponto crucial para a segurança pública, no momento em que as estatísticas sobre homicídios e a violência em geral traçam um cenário condizente com situações de guerra civil e de insurreição. ... Mas o esforço será em vão se o governo não se mobilizar para aprovar o referendo de outubro.” O editorial fala sobre um mundo sem fronteiras, guerra civil, insurreição e esforço. Por que e contra quem? É obvio, guerra civil por causa da rapinagem, interna e externa, que dia a dia aumenta geometricamente e devora a riqueza da nação numa velocidade nunca antes vista, e insurreição contra os vassalos nacionais do “governo mundial” que criminosamente trabalham para tal. A mais alta taxa real de juro paga no planeta por títulos públicos bem demonstra todo esse empenho.

Por que um mesmo grupo de pessoas que se perpetua nos poderes executivo, legislativo e judiciário, na imprensa, em comunidades religiosas, na ONU, através da Unesco e em certas ongs, os chamados “sou da paz”, faz durante anos um esforço incomum e milionário para o desarmamento da sociedade civil brasileira?

Quantos milhões de dólares já foram internados e gastos no pais para sustentar essa campanha e seus operadores?

Quem os enviou e por quê?

De acordo com o bem fundamentado artigo do professor Marcos Coimbra, A face oculta do desarmamento, desde novembro de 1993, coincidindo com a fundação da “ong” Viva Rio, uma plêiade de fundações, ongs, empresas e megaespeculadores internacionais passaram a financiar essa ilegal e impatriótica atividade no Brasil. Dentre elas se destacam as fundações Rockefeller; Brascan; Kellog, Vitae; Ploughshares Fund; Winston Fundation for World Peace e várias outras, além das ongs Safeworld; Cila; Ansa; Human Rights Watch; o Conselho Mundial de Igrejas e o megaespeculador George Soros. Inexplicavelmente nessa mesma época o jurista Márcio Thomas Bastos disse que com o desarmamento civil, o que se pretende é privar a população do seu legítimo direito à autodefesa, um verdadeiro atentado a um principio consagrado pela lei natural.

Muito estranho, não?

Surpreendente é que até o Superior Tribunal Eleitoral, exorbitando em suas atribuições, usurpou uma competência privativa do Congresso Nacional, marcando sem a competente autorização legislativa a data de 23 de outubro de 2005 para o “referendo” sobre a comercialização ou não de armas de defesa pessoal para civis no país.

TSE marca referendo popular sobre armamento para 23 de outubro

Stênio Ribeiro, repórter da Agência Brasil, 16 de junho de 2005

Brasília - o Tribunal Superior Eleitoral TSE marcou para 23 de outubro deste ano a realização do referendo popular sobre a comercialização de armas no país. Para viabilizar essa data, o Congresso Nacional precisa aprovar ainda este mês o projeto de decreto legislativo que autoriza a consulta popular, conforme assegurou o presidente do TSE, ministro Carlos Velloso, ao presidente do Congresso, Senador Renan Calheiros PMDB-AL.

De acordo com informação liberada pela Assessoria de Comunicação Social do TSE, o ministro Velloso recebeu ontem à noite o senador Renan Calheiros, acompanhado pelos deputados João Paulo Cunha PT-SP e Raul Jungman PMDB-PE. Todos interessados em saber se haveria tempo hábil para a Justiça Eleitoral realizar a consulta popular ainda este ano, uma vez que foram divulgados comentários de que o TSE necessitaria de 150 dias para fechar o cadastro de eleitores. O ministro Velloso ressaltou, porém, que a máquina eleitoral do país está mais ágil, e é possível levantar todo o cadastro eleitoral e realizar o referendo no prazo de 90 dias. Diante dessa constatação, os parlamentares convidaram o presidente do TSE para uma visita, na próxima terça-feira (21), ao presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti PP-PE, para negociarem o encaminhamento imediato da votação da matéria.”

Segundo a constituição:

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

V - sustar os atos normativos do poder executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;

XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros poderes;

XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;

Essas atitudes extremadas e intempestivas não se explicam. Só mesmo apelando para a ficção e imaginarmos que os “sou da paz” agem assim porque fazem parte de uma seita satânica, e que se fracassarem nesta missão de crucial importância para a instalação de um governo infernal serão terrivelmente castigadas por seu ”pavoroso mestre”. Por que chegar às raias da histeria e do ridículo para ver aprovada a data limite de 23 de outubro e realizar, ainda este ano, o tal “referendo”?

Assim sendo, até “showmissa” estão mandando celebrar.

Segundo a Folha on-line, de 16/04/2005 - 18h20, “os ministros Márcio Thomaz Bastos (justiça) e Gilberto Gil (cultura) participam amanhã de ato ecumênico da campanha do desarmamento. O ato será aberto às 10 horas, na Catedral da Sé, com missa celebrada pelo secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Odilo Pedro Scherer. Por conta do evento, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai monitorar o trânsito na região. Das 11h às 13h, haverá show num palco montado na Praça da Sé. A via lateral da Catedral da Sé ficará interditada para o estacionamento dos veículos das autoridades”.

E se confirmado o referendo, os votos dos eleitores estarão a salvo da fraude eletrônica? Assim, em função dos últimos acontecimentos políticos, urge investigar também a possibilidade de existir um “mensalão internacional para forçar o desarmamento civil e militar do Brasil”. Felizmente para a nação alguns magistrados, ainda lúcidos, de acordo com Giampaolo Braga, em 19 de fevereiro de 2005, assim se manifestaram:

Desembargadores do Rio derrubam lei estadual que aumentava ICMS de armas e munição em 200% - Giampaolo Braga - Extra Rio.

Na última segunda-feira, os 25 desembargadores que compõem o órgão especial do Tribunal de Justiça do Rio decidiram, por unanimidade, derrubar a lei estadual 4.135, 2003, que aumentava para 200% o ICMS sobre a venda de armas e munição. Na decisão, os desembargadores classificaram como “absurdo” o estatuto do desarmamento e afirmaram que retirar armas da sociedade pune apenas a população ordeira. A decisão do colegiado o põe em rota de colisão com a campanha do desarmamento.

O acórdão critica duramente ao estatuto do desarmamento. “Armas em poder da população ordeira e responsável salvam vidas e defendem as propriedades. Leis do desarmamento afetam somente a população ordeira”, afirmam os magistrados. A decisão do Tribunal se baseou num critério técnico, que define como confisco — proibido pela Constituição Federal — um imposto de 200%, como no caso da lei 4.135.

O acórdão vai adiante, relatando experiências recentes de desarmamento na Austrália e na Grã-Bretanha, que teriam levado ao aumento da criminalidade. São enumerados casos de vários países em que a população teria sido desarmada e depois exterminada. Na decisão, ainda sobra espaço para uma alfinetada nos órgãos de segurança. “Uma arma na mão é melhor do que um policial ao telefone”.

A representação por inconstitucionalidade, que levou à decisão do TJ, foi uma iniciativa do deputado estadual Flávio Bolsonaro, do PP. O parlamentar contestou a lei logo após a governadora Rosinha Garotinho sancioná-la, em 2003.

Portanto, o “estatuto do desarmamento” não veio para garantir a segurança e a vida do cidadão comum, mas para escravizá-lo.

Entretanto, essa campanha criminosa e alienígena não se limita a desarmar apenas a sociedade civil brasileira, mas também visa suas forcas armadas.

A Marinha do Brasil é um dos seus principais alvos.

No começo de 2005, sua excelência, LIS, por dever de ofício, teve que estar presente no arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, para a mais importante e honrosa cerimônia cívica da qual já participou em sua vida, o lançamento ao mar do submarino Tikuna.

Na hora do batismo, quando a tradicional garrafa de champanhe explodiu no casco do submergível, dentre as centenas de convidados, sua excelência, LIS, foi a única a não demonstrar entusiasmo. Entrou mudo e saiu calado. Por quê?

Talvez porque supostamente estivesse muito contrariado por não poder entregar, naquele momento, a mais nova arma de nossas FFAA ao Ministério da Justiça, para que juntamente com as famigeradas “ongs”, a transformasse em sucata ali mesmo, fazendo assim a apologia do desarmamento e do “referendo” determinado pela ONU sobre a venda de armas no Brasil, destruindo em público mais uma das poucas armas de que dispõe o país capaz de dissuadir um assalto aos nossos poços de petróleo na Bacia de Campos.

Entretanto, atualmente a ação para o desarmamento de nossas FFAA também é comandada de forma silenciosa, mas competente pelo Ministério da Fazenda.

Segundo o jornal Gazeta Mercantil, de 23/06/05, só em 2004 o ministro Antônio Palloci reteve R$ 759 milhões em royalties de petróleo que deveriam ser repassados para a Marinha de Guerra, necessários à efetiva fiscalização e proteção das áreas exploradas na plataforma continental. O valor acumulado neste ano de 2005 já chega a R$ 412 milhões.

—Não temos como manter um embarcação 24 horas no mar. Pelas condições atuais dos nossos equipamentos temos que fazer revezamento para submetê-los a manutenções periódicas. — disse o almirante Roberto Carvalho.

Esta sabotagem financeira é a gênese da recente explosão que ocorreu a bordo do porta-aviões São Paulo ceifando, até agora, a vida de 3 marinheiros e provocando graves ferimentos em outros 10. Também é a provável causa da queda de um helicóptero ocorrida no Rio de Janeiro, no dia 28 de junho de 2005, a qual causou a morte do capitão-tenente Adriano Emerim Pinna e do capitão-tenente André Estácio de Freitas.

Na coluna do Claudio Humberto, de 29 de junho de 2005, encontramos:

Vítimas da Pindaíba:

Poucos dias depois de a porta de um helicóptero desprender-se em pleno vôo, em Natal, outra aeronave cai e mata os tripulantes, no Rio. A conta da tragédia deveria ser espetada na testa dos que negam recursos à Marinha.

Orçamentos subdimencionados pelo Ministério do Planejamento, cortes, atrasos e bloqueios por parte do Ministério da Fazenda na liberação das verbas orçamentárias, levaram as nossas três Forças de defesa a um estado vegetativo.

Soldos fortemente deprimidos, instalações, equipamentos e armas obsoletos e/ou sucateados, recursos dos fundos de saúde próprios retidos pelo Tesouro Nacional, baixaram a moral das suas tropas ao menor nível de suas histórias.

Por este motivo, se seus comandantes continuarem marchando neste passo, em pouco tempo, oficial general vai estar morando em favela e batendo continência para bandido.

A atual situação é tão grave que recentemente até a loja maçônica São Miguel, Grande Oriente de Piquete - SP, alertou a nação, através de um correio eletrônico intitulado Defesa Nacional ameaçada: “Existe uma corrente no comando do Exército tentando fechar as fábricas Presidente Vargas, filial nº 1 da Imbel — indústria de material bélico —, situada em Piquete - SP, com 96 anos de atividade, detentora de know how exclusivo na produção de pólvoras e explosivos para as FFAA juntamente com as de Majé - RJ e Juiz de Fora - MG, esta corrente afirma que é mais barato comprar artefatos bélicos em outros países do que produzí-los aqui no Brasil.”

Salvo melhor juízo, e se confirmada essa informação, é muito fácil concluir que esta é uma ação típica da quinta-coluna.

Desta forma, por obra dos governos Collor, FHC e LIS, as nossas forças de defesa representadas pela harpia, pela onça pintada e pelo cisne branco estão morrendo, mas sem honra nem glória, agonizando e se debatendo numa suja rinha de Brasília, em luta contra os abutres governamentais muito bem nutridos pela farta carniça servida por agentes internacionais, depois de anos presas e maltratadas em fétidas jaulas construídas por FHC no Ministério da Defesa.

Morrendo humilhadas sem poder lutar no céu, na terra e no mar, para que a Amazônia, o Aqüífero Guarani, o nióbio, o petróleo, as estatais, a base aeroespacial de Alcântara, e todas as nossas outras riquezas sejam pilhadas à vontade para saciar a gula da oligarquia mundial.


Ronaldo Schlichting é administrador de empresas e membro da Liga da Defesa Nacional.

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