O papa hitleriano

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15 de maio (Argentina, Indymedia) — Nem bem nasceu, seu pai, um oficial de polícia pró-nazista, o batizou no mesmo dia (sábado de glória) com a intenção de lhe dar uma vocação sacerdotal.

O mesmo afirma que sua vocação para inquisidor e pusilânime se originou na infância. Junto com seus amiguinhos, com 5 anos de idade, deu as boas-vindas com flores ao cardeal arcebispo fascista de Munique. Impressionado pela roupagem feminina do cardeal, mais tarde anunciou que queria ser cardeal. Em 1941, sendo já seminarista com apenas 14 anos, se alistou voluntariamente na Juventude Hitlerista.

Considerando-se que os seminaristas eram uma "quinta-coluna vermelha" para os nazistas e sempre suspeitos de estar contra o regime, Ratzinger precisará dar mostras fanáticas de adesão para gozar tão rapidamente das simpatias oficiais, beneficiando-se assim com promoções e ascensos fulgurantes.

A esse respeito, um testemunho relata (em nota publicada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung) que aos 16 anos, Ratzinger ascendeu das fileiras para treinamento básico de infantaria para o cuidado da fábrica da BMW fora de Munique e nesse tempo atendeu a escola preparatória "Maximiliansgymnasium" com a intenção de chegar ao sacerdócio. Em 1944 começou seu treinamento básico na Hungria, sendo parte do "Reichsarbeitsdienst" que era um serviço de estratégia nazi, onde ele, junto com outros companheiros construiu sistemas para cortar a marcha de diferentes tanques de guerra.

Como bom rato, desertou nos últimos da guerra ao ver que seu governo era derrubado, ainda que tenha sido capturado e feito prisioneiro por soldados aliados perto de Ulm, em 1945.

Finalmente, subsiste uma grande interrogante. "Rati Panzer Papen" atuou sob as ordens do Marechal de Campo Von Manstein "lutando" com todo brio junto a duas divisões Panzer: a quantas pessoas matou sem remorso nosso apóstolo da paz? Serviu cianureto a quantos judeus e opositores para limpar o mundo de ímpios?

Na minha qualidade de cristão libertário não posso admitir que Deus tenha como mão direta um nazista assassino, quando na realidade este vil sujeito deveria ser destituído e julgado por seus crimes, cometidos em nome de Hitler, durante a guerra.

Querendo processar o Indymedia, tentando amordaçar a liberdade de expressão, usando a "justiça terrena" para calar a denúncia de seus crimes, o papa Ratzi não faz mais que pôr a descoberto sua afiliação vitalícia à doutrina policial nazista que o amamentou.

A peregrinação latino-americana do ex-nazista Bento XVI
Lula e a camisinha do Papa
Luis Arce Borja

15 de maio. Na quarta-feira, 9 de maio, o papa chegou ao Brasil. Desce do avião vestido de branco e com um enorme crucifixo no peito. Dava a impressão de que o tempo havia retrocedido dois mil anos, quando qualquer esfarrapado se disfarçava de santo e se declarava profeta ou filho de Deus. Na pista de aterrissagem foi recebido por Lula e sua esposa. Ambos, sem nenhum escrúpulo, beijaram as mãos santas do Papa. Joseph Ratzinger, agora conhecido sob o nome de "Bento XVI", esconde que em sua juventude integrou o grupo mais seleto do exército hitleriano que, como se sabe, cometeu abomináveis crimes e genocídios contra a humanidade.

O Papa — que em seus tempos moços não se vestia de branco como na atualidade, mas o uniforme com o emblema da suástica nazista — falou forte e ameaçou com a proibição da entrada no céu a todo pecador que usasse camisinha. O Papa, desde as primeiras horas de sua peregrinação pelo Brasil, se agarrou ao tema da educação e pediu para Lula converter o Estado deste país em um Estado católico onde se implante a obrigatoriedade da religião com o mesmo caráter dos Estados islâmicos. Com o discurso do Papa parecia que se regressava no tempo, quando os cruzados da época medieval invadiam territórios para saquear, matar e impor um Estado religioso, onde curas, bispos e toda sorte de velhaco católico se enriquecia e oprimia a população.

Bento XVI também fez fincapé na proibição do aborto, anunciando que as relações sexuais deveriam ser para a reprodução (como os coelhos, vacas e outras espécies para a alimentação) e não para o prazer.

Karl Marx disse, em 1948, que "a religião é o ópio do povo". O tempo e a experiência têm mostrado que a constatação marxista sobre a religião é exata. Segundo isso se pode ver que as religiões, seja o catolicismo, o islamismo e outras religiões, são tapa-sexos de mandatários e políticos corruptos. Por isso, não é casual que o atual Papa tenha visitado o Brasil quando o governo deste país atravessa um período de crise, cujos elementos principais se referem à corrupção nas alturas do Estado, as mobilizações da população faminta e o desgaste crescente do governo Lula.

A alta hierarquia eclesiástica é douta e experimentada na manipulação e utilização política da religiosidade do povo. Sua utilização é chave em momentos de crise e explosões sociais, quando a fome, a miséria e a injustiça social fazem estragos mortais no seio dos pobres e aceleram o confronto de classes. E, sobretudo, quando a estabilidade dos Estados opressores cambaleia e corre perigo de entrar em colapso. É preciso localizar as declarações de Lula, que assegurou ao Papa que "o país seguirá considerando a religião como um instrumento para tratar do espírito e dos problemas sociais".

Joseph Ratzinger, ou "Bento XVI", ou Papa dos católicos, o "Benedicto XVI" (três formas de chamar este ex-militar nazista), não foi ao Brasil somente para dizer à população que não use camisinha ou que os homens e mulheres se dediquem a fazer dieta sexual. Seu principal objetivo é apontar os planos de dominação do regime de George Bush na América Latina. É preciso recordar que há alguns meses o presidente do USA esteve no Brasil, não de férias, mas para ajustar as leis e disposições, para ter a porta aberta para apoderar-se das grandes extensões de terra do Brasil. Lula e Bush se puseram de acordo na estratégia para converter o Brasil na maior despensa mundial de cana-de-açúcar que serviria para a produção de biocombustíveis, sob a perspectiva de substituir o petróleo causador de guerras e milhões de mortos.

A história da luta social da América Latina prova que em todas as infâmias e estelionatos que os governantes cometem contra os oprimidos contaram com a participação e o apoio das altas autoridades religiosas. João Paulo II, o Papa anterior, tão reacionário como o atual, em diversas ocasiões peregrinou pela América Latina, não para fazer algo pelos pobres, mas para sustentar a política de saque, fome pobreza e repressão que impõem os regimes títeres do imperialismo ianque.

Por exemplo, em março de 1985 João Paulo II fez um percurso pelo Peru, não precisamente para opor-se às injustiças e atrocidades cometidas pelo governo de turno e os militares, mas para condenar a guerrilha maoísta e defender a ação criminosa do Estado e suas forças repressivas. Foi assim também em El Salvador, Guatemala, Nicarágua e em outros países, que receberam a visita "santificada" do Papa. Isso serviu para apontar os "acordos de paz" que só serviram para reforçar o poder de sátrapas e do imperialismo.

Bento XVI, o papa saído dos canteiros nazistas foi ao Brasil também para canonizar Frei Galvão, que se converteu no primeiro santo deste país. Desta forma, a igreja católica segue usando a farsa de santos, milagres e virgens que choram para seguir embrutecendo e alienando a população pobre da América Latina. Antônio Galvão de França, o novo santo do Brasil, nasceu em 1739 e faleceu em 1822, ou seja, sua candidatura a santo ficou na geladeira do Vaticano por 200 anos e se resolveram santificá-lo recentemente não foi por seus milagres, que ninguém viu nem tocou, mas pela necessidade de seguir injetando o ópio religioso.

Nota da redação

Os dois artigos desta página foram extraídos da página de El Diário Internacional — um dos mais valorosos órgãos da imprensa de novo tipo —, editado por Luis Arce Borja em Bruxelas, na Bélgica.
www.eldiariointernacional.com

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