"Nossa polícia atira para matar"

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Polícia do GOE na periferia de SP

Na noite de 3 de março, o vendedor André Luis de Souza, de 29 anos, saia de seu trabalho em um táxi quando foi abordado por um grupo de policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais), a tropa de elite da Polícia Civil paulista.

Na abordagem, André Luis foi intimado de maneira racista e violenta a se retirar do veículo e deitar-se no chão. Depois de deitado, o rapaz desarmado e indefeso foi alvejado pelos policiais com dois tiros, um na panturrilha direita e outro na coxa esquerda. Quando viram a documentação de André Luis e certificaram-se de que ele era trabalhador os policiais foram embora sem prestar socorro ao rapaz. Ele foi encaminhado ao hospital pelo próprio taxista, que também teve seu carro alvejado por vários tiros, disparados antes da abordagem.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo saiu em defesa dos policiais criminosos e justificou-se dizendo que "havia um negro encolhido no banco de trás e seu guarda-chuva era semelhante a uma arma".

De acordo com André Luis, que é vendedor de uma das maiores lojas do Morumbi Shopping, na Zona Sul de São Paulo, o que mais lhe assustou foi a crueldade e a truculência dos policiais. Em um vídeo divulgado na internet, o jovem mostrou-se revoltado.

— Eu os ouvi falando, ‘E aí? Vamos matar ou não?’. Eles só não me mataram porque tinha muita gente na rua, muitas testemunhas. Quer dizer que agora um jovem negro não pode andar de táxi à noite que é ladrão? Eu sinto medo, sinto revolta e desamparo, pois não existe ninguém que me proteja. A polícia, que deveria servir pra me proteger, foi quem mais me prejudicou — conta o rapaz indignado na cama do hospital.

Posteriormente, a mãe do rapaz foi até a delegacia do GOE cobrar explicações do delegado titular que estava de plantão. De maneira arrogante ele também defendeu os policiais e ainda disse que "André teve sorte, pois a nossa polícia (GOE) atira para matar".

A sorte de André Luis é o azar de milhões de brasileiros, assassinados todos os dias, outros exilados na miséria, e que diariamente são vitimas da crueldade do Estado burguês-latifundiário; violência que cresce vertiginosamente, alimentando a ira das massas e a iminência de sua Rebelião.

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