Notícias da guerra popular

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Peru

17 de maio
Maoístas celebram os 29 anos da Guerra Popular

Agências internacionais anunciam violentos combates e ações armadas do Partido comunista do Peru – PCP na região do VRAE (Vale dos rios Apurímac e Ene) em celebração do 29º aniversário do início da luta armada.

Em toda a cidade de Ayacucho, na estrada de acesso à cidade até a capital Lima, assim como na Universidade Nacional de San Cristóbal de Huamanga, apareceram bandeiras vermelhas com a foice e o martelo e inscrições com os lemas da celebração.

Em Lima foram reportadas ações e panfletagens em diversos bairros e na Universidade de La Cantuta.

A luta no Vale dos rios Apurímac e Ene

Um soldado morreu e outros quatro ficaram feridos durante um ataque guerrilheiro contra a base militar de Sanabamba.

Neste mesmo dia, pelo menos sete soldados foram mortos em um ataque guerrilheiro que resultou na derrubada de um helicóptero militar próximo à base militar de Sanabamba no departamento Ayacucho, sul andino. O helicóptero sobrevoava uma zona guerrilheira quando foi atacado pelo Exército Popular de Libertação – EPL.

A ministra do Interior peruano, Mercedes Cabanillas, foi obrigada a reconhecer a ação afirmando que o ataque aconteceu durante a troca de tropas na base militar, no momento em que chegava um helicóptero com os reforços.

Nessa mesma área, guerrilheiros do PCP emboscaram uma patrulha do Exército peruano e mataram 14 militares na última Semana Santa.

Exército reacionário em decomposição

Veículos de comunicação do Peru noticiaram no final de maio último que o Exército genocida peruano sofreu a deserção de mais de 40 soldados da base militar em Huanta.

Os relatos contam que os soldados romperam seu silêncio denunciando que estavam famintos e com sede, em condições miseráveis. Nessas condições degradantes, 22 soldados se apresentaram ao comissariado de Cobriza para anunciar que abandonaram a base de Huanta cansados dos abusos de um tenente. 

Os soldados declararam que não recebiam seu soldo, não recebiam comida, sofriam maus tratos físicos, lhes era cobrado 5 soles (moeda peruana) por cada munição utilizada, seus fuzis eram escondidos e só eram devolvidos à troca de dinheiro.

Chegou também ao conhecimento da imprensa que os desertores tiveram que caminhar 35 horas para chegar a Cobriza, completamente esgotados.

Índia*

Ataque a um posto policial em Orissa

No início do mês de junho, cerca de 20 combatentes do Partido Comunista da Índia – PCI (maoísta) atacaram um posto policial cercado de minas terrestres.

O posto era utilizado como ponto de apoio para o anti-naxalita Grupo de Operações Especiais da polícia.

Durante o ataque os guerrilheiros gritavam consignas do PCI (maoísta).

Emboscada mata 10 policiais na Índia central e fere 8 em Raipur

Uma emboscada arquitetada pelo PCI (maoísta) matou 10 policiais com a explosão de uma mina na parte central da Índia.

O operativo policial se dirigia a uma área florestal no estado de Chhattisgarh quando seu veículo foi atingido pela mina.

No mesmo dia, outros oito policiais ficaram gravemente feridos em um ataque distante 90 quilômetros da capital estadual Raipur.

16 agentes são mortos em ação da Guerra Popular

Pelo menos 16 agentes policiais morreram durante uma ação da Guerra Popular na região de Maharashtra, oeste da Índia.

Os policiais participavam de uma operação de combate à guerrilha em uma zona florestal do distrito de Gadchiroli quando foram atacados pelos combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação.

Comboio militar é alvo de ataque

No dia 10 de junho, um comboio militar, com cerca de 30 policiais, cruzava uma região de floresta próxima ao distrito de Singhbhum Ocidental quando foi surpreendido pela explosão de uma mina terrestre.

O ataque resultou na morte de 11 policiais e deixou outros seis gravemente feridos.

Dr. Binayak Sen é posto em liberdade

O Supremo Tribunal da Índia ordenou a libertação do médico democrata e defensor dos direitos do povo da Índia, Dr. Binayak Sen, que estava preso por razões políticas, como noticiou o último número de ##nAND##.

Dr. Binayak Sen é um proeminente ativista na luta pelos direitos das minorias nacionais e do povo pobre, dedicando-se especialmente aos cuidados com a saúde da população.

Dr. Sen encontrava-se detido pelo Estado fascista indiano desde 14 de maio de 2007, sem quaisquer provas que o pudessem incriminar. Seus acusadores alegavam que o médico prestava apoio aos maoístas do PCI (m).

A libertação de Binayak Sen é mais uma vitória da luta pela Nova Democracia em seu país.  

*Com informações da imprensa indiana

Filipinas

Rudes golpes no velho Estado desferidos pelo Novo Exército do Povo

Informações do NEP

A Polícia Nacional Filipina sofreu rudes golpes com dois ataques sucessivos do Novo Exército do Povo dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas.

No dia 26 de maio último, os combatentes do NEP da 27ª frente guerrilheira emboscaram uma coluna do Grupo Especial Móvel das forças de repressão do velho Estado. Sete soldados foram mortos na ação.

A Brigada 1001a-10 da Divisão de Infantaria do Exército filipino ordenou um bombardeamento aéreo no dia seguinte em toda a área.

Na noite de 29 de maio um pelotão da 3 ª Companhia Pulang Bagani, que atuava como segurança da APEX Mining Corporation, foi surpreendida por outro ataque guerrilheiro. A ação conquistou cinco espingardas de alta potência e um fuzil para a Guerra Popular.

Genocídio na Amazônia peruana

Na mesma Amazônia peruana mostrada recentemente pelo monopólio Globo (leia-se ##iThe Globe##) como um vale encantado de múmias, fauna e flora intocados, ocorreu um genocídio de indígenas perpetrado pelo velho Estado peruano.

A matança promovida pelos militares a mando do governo Alan García ocorreu na região conhecida como "Curva do Diabo", na altura do quilometro 200 da estrada Fernando Belaúnde Terry.

As informações que circulam na imprensa internacional são desencontradas, mas o pronunciamento de várias organizações peruanas e estrangeiras falam de mais de 150 indígenas mortos e mais de 250 feridos. Entre os policiais foram computados 20 mortos.

Casinaldo Ramos, pároco peruano, denunciou que na região de El Reposo foi encontrada uma fossa com mais de uma centena de cadáveres de indígenas assassinados. Testemunhas relatam que corpos de índios foram arremessados de helicópteros nas águas dos rios Utcubamba e Marañón. Também há denúncias de que estariam incinerando os corpos na tentativa de ocultar o genocídio de indígenas.

Membros da igreja em Jaén falam da existência de cemitérios clandestinos ao longo da base petroleira da Petro-Perú.
A página na internet do jornal peruano La República (www.larepublica.pe) divulgou que "os cadáveres flutuam sobre o Marañón e o Utcubamba, há prisioneiros ilegais nos quartéis, a consigna é desaparecer com os cadáveres para ocultar a magnitude do genocídio".

A ministra do Interior tentou justificar o assassinato de indígenas criminalizando sua luta e atribuindo a culpa da violência ao PCP. Sob esse pretexto, ela decretou toque de recolher na região de Bagua, na Amazônia peruana.
Após ordenar o massacre, o arqui-reacionário Alan García, em declaração a uma rede de TV peruana disse que: "essas pessoas não são cidadãs de primeira classe, são 400 mil nativos entre 28 milhões de peruanos".

Uma declaração digna de um oficial da nefasta SS de Hitler, logo em um país assentado sobre a cultura milenar dos seus povos originários e de maioria da população de origem indígena. 

Desnacionalizar tudo

Os povos Aguaruna-Huambisa, originários da Amazônia peruana, estão há 2 meses em pé de guerra contra o Estado Peruano e o Tratado de Livre Comércio com o USA e se opõem à exploração petrolífera por empresas estrangeiras na selva.

Após terem negado suas reivindicações, os índios capturaram 38 policiais que haviam sido enviados para reprimir seu movimento e os mantiveram em seu poder ameaçando incendiar a estação número 6 do gasoduto Norperuano contra a presença estrangeira.

Os Aguaruna-Huambisa e povos amazônicos são contrários às medidas empregadas por Alan García que entregam as terras da Amazônia para a exploração imperialista.

Em 2007, Alan García propôs que se pusesse valor (de compra) e que se ofertasse todos os recursos naturais "não utilizados" da Amazônia peruana, cuja extensão alcança aproximadamente 63 milhões de hectares. Dessa área total, ele propunha que em 8 milhões de hectares fosse permitida a exploração de madeira, mas para isso seria necessária a sua "privatização de forma que fosse assegurada sua inversão em empregos".

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