Notícias da Guerra Popular - Índia

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A Guerra Popular abala o velho Estado


Foto do livro Caminhando com os camaradas, de Arundhati Roy

27 de março

Dezenas de jovens ativistas da Associação Estudantil (AISA), Associação da Juventude Revolucionária (RYA), e membros da juventude do PC da Índia (marxista-leninista), realizaram um protesto em Calcutá contra a Operação "Caçada Verde".

Eles queimaram bonecos do ministro do Interior, P. Chidambaram e de Buddhadeb Bhattacharjee (membro da direção do revisionista PCI (marxista), pertencente ao governo de Bengala Ocidental) e exigiram o fim imediato da Operação "Caçada Verde".

4 de abril

Dez policiais foram mortos durante ataque do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação-EGPL no distrito de Koraput, a 550 km da capital do estado de Orissa. Outros tantos policiais ficaram feridos, mas os números precisos não foram divulgados pela imprensa indiana. As colunas guerrilheiras emboscaram o comboio dos paramilitares e destruíram com uma mina um ônibus que transportava os efetivos da repressão.

6 de abril

Centenas de combatentes do EGPL, dirigido pelo Partido Comunista da Índia (maoísta) desferiram um rude golpe nas forças da reação.

Um ataque coordenado cercou e atacou uma patrulha policial na região de Chhattisgarh, no centro do país. Essa primeira ação deixou dezenas de mortos e atordoou as forças reacionárias, que pediram reforço. Enquanto os policiais mortos e feridos eram resgatados, uma segunda emboscada dos guerrilheiros do EGPL os atacou impiedosamente deixando um total de 75 policiais indianos mortos e outros 7 feridos.

Esse foi o ataque de maior proporção e que mais danos causou às forças da reação na Índia nos últimos tempos. Mesmo sob o ataque constante do velho estado indiano, a Guerra Popular avança e já atua em 20 dentre os 28 estados indianos.

17 de abril

A imprensa indiana noticiou que a comitiva do diretor geral de um organismo de repressão do velho Estado indiano, E. N. Rammhan foi alvo de ataque do EGPL. Os guerrilheiros dispararam contra a comitiva que inspecionava a atuação das forças paramilitares e policiais no distrito de Dantewada, estado de Chhatisgarh. A comitiva foi obrigada a se retirar imediatamente da área, porém sem baixas.

18 de abril

O Estado reacionário indiano pretende processar a conhecida intelectual democrata e escritora Arundhati Roy devido à sua recente publicação Caminhando com os camaradas. Arundhati Roy retrata nessa obra sua vivência com combatentes do EGPL em bases de apoio guerrilheiras.

As ditas 'autoridades' do Estado indiano ameaçam enquadrá-la no Ato Especial de Segurança Pública, lei antipovo criada em 2005 para perseguir e criminalizar os lutadores populares na Índia.

Uma carta publicada em diversos jornais da Índia, subscrita por 36 personalidades democráticas daquele país, critica duramente os intentos do velho Estado indiano em criminalizar e tentar calar os setores democráticos da sociedade. "Estamos com Roy", manifestaram-se os intelectuais.


Arundathi Roy, de óculos

20 de abril

Combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de libertação atacaram simultaneamente cinco acampamentos das forças de reserva da polícia (força principal aplicada na repressão aos povos tribais e camponeses indianos). As ações ocorreram no distrito de Dantewada, em Chhattisgarh. Os policiais foram surpreendidos com os disparos efetuados a distância. O governo local decretou alerta máximo na região onde há forte atuação dos naxalitas (como são conhecidos os maoístas na Índia).

22 de abril

O Comitê Popular Contra as Atrocidades Policiais convocou um bloqueio de estradas a oeste de Midnapore, Bankura e Purulia (Bengala Ocidental). Grandes mobilizações de massas vêm se desenvolvendo em toda essa região em oposição à Operação "Caçada Verde".

O dirigente do Comitê, Manoj Mahato, anunciou que os bloqueios de estrada continuarão até que as operações antipovo e antimaoístas do Estado indiano sejam interrompidas.

23 de abril

A agencia IANS (Índia) informou que uma torre de telefonia móvel da companhia Airtel foi destruída após um ataque com explosivos no distrito de Malkangiri, estado de Orissa. A notícia vincula este ataque ao EGPL e relata que o PCI (maoísta) possui uma importante base de apoio em Malkangiri.


Camponeses do Brasil exigem fim imediato da Operação "Caçada Verde"

Com informações da Abrapo - Associação Brasileira dos Advogados do Povo

No dia 19 de abril, dezenas de camponeses organizados pela Liga dos Camponeses Pobres do Brasil – LCP realizaram um protesto em Brasília em frente à embaixada da Índia exigindo o fim imediato da Operação "Caçada Verde".

A Operação "Caçada Verde" é a aplicação da política genocida do velho Estado indiano contra os povos adivasi (povos tribais daquele pais) e todos os camponeses da Índia, e visa principalmente atacar a guerra popular dirigida pelos maoístas, além de se apoderar das riquezas naturais das áreas habitadas pelas minorias nacionais.

A combativa manifestação dos camponeses do Brasil em solidariedade aos camponeses e povos tribais indianos, que contou com a presença de representantes da ILPS-Seção Brasil (Liga Internacional de Luta dos Povos); MEPR (Movimento Estudantil Popular Revolucionário); MFP (Movimento Feminino Popular); FRDDP (Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo), levantou as palavras de ordem: "Viva a heróica resistência do povo advasi e de todos os camponeses indianos!" "Abaixo a "operação caçada verde"! "Abaixo o Estado fascista e expansionista indiano!".

Uma delegação de integrantes do Cebraspo (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos) e da Abrapo entregou um documento de protesto ao embaixador da Índia no Brasil, B. S. Prakash, que de forma arrogante, recusava-se a receber os manifestantes e cinicamente negou o genocídio perpetrado pelo Estado indiano contra os adivasi e camponeses daquele país. Ele recebeu a comissão unicamente devido à persistência e combatividade dos manifestantes.

Durante o protesto, o Cebraspo – distribuiu manifesto de repúdio à "Operação Caçada Verde" e à perseguição ao povo indiano exigindo:

  1. O fim imediato da Operação "Caçada Verde" e a perseguição ao PCI (M), ao povo adivasi e demais nacionalidades oprimidas;
  2. O imediato cessar de todas as operações armadas contra o povo indiano;
  3. A suspensão imediata do roubo de terras e expulsão das populações locais, pelas empresas transnacionais e pelo Estado indiano.

Peru

Com informações do Correo Vermello

Novos enfrentamentos entre o Exército Guerrilheiro Popular - EGP e tropas do exército reacionário peruano em diversas localidades do departamento Ayacucho, mesma região onde, em 1980, se deram os primeiros combates da guerra popular no Peru.

No dia 29 de abril, após um ataque contra uma base militar em Huanta, estacamentos guerrilheiros emboscaram uma patrulha policial na rodovia Ayacucho-Andahuaylas na altura do distrito de Ocros. Também foi noticiado por vários veículos da imprensa peruana outro ataque guerrilheiro no vale dos rios Apurímac e Ene - VRAE na ocalidade conhecida como "Orelha de Cachorro", que deixou um policial morto.

Nessa mesma região foram fixadas várias bandeiras vermelhas com a foice e o martelo em diversos povoados.

Ainda no dia 29 diversos jornais peruanos informaram que uma coluna formada por cerca de 60 guerrilheiros do EGP atacou uma base militar de Tutumbaru, no distrito de Sivia, departamento de Ayacucho, deixando quatro militares gravemente feridos.

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