72 pessoas assassinadas no México durante travessia para o USA

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Havia brasileiros no grupo, além de  equatorianos, salvadorenhos e hondurenhos

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Os corpos das vítimas foram encontrados amarrados e amordaçados

Os noticiários internacionais noticiaram a descoberta de 72 corpos ocultos num cômodo de uma fazenda na cidade de San Fernando, próxima à fronteira do país com o USA.

O consulado brasileiro anunciou que entre os mortos, todos imigrantes provenientes do Equador, El Salvador e Honduras também havia um número indeterminado de brasileiros.

O grupo era composto por 73 pessoas e o único sobrevivente da chacina, um jovem equatoriano, sobreviveu por simular estar morto após receber um tiro no pescoço. Através das denúncias do jovem sobrevivente a polícia mexicana chegou até a fazenda e descobriu os corpos.

As investigações preliminares apontam que os imigrantes tentavam ingressar no USA  quando foram sequestrados por um grupo de bandoleiros que atua como uma organização paramilitar denominada "Zetas". Este grupo atua na região fronteiriça e, de acordo com informações coletadas pela própria polícia mexicana, é composto por desertores do Exército mexicano, ex-integrantes de uma unidade de elite treinada pela CIA, a agência de inteligência ianque, e ex-soldados da Guatemala. Os Zetas teriam inicialmente o papel de combater o narcotráfico na região da fronteira com o Texas, mas converteu-se em uma organização criminosa responsável por inúmeros sequestros e mortes, principalmente contra imigrantes.

O equatoriano que sobreviveu à chacina declarou que os 72 imigrantes foram assassinatos pois se recusaram a aceitar uma proposta dos Zetas para que prestassem serviços como matadores de aluguel.

Esta chacina de imigrantes soma-se a inúmeras outras ocorridas na região fronteiriça México/USA. Apenas no último semestre do ano passado, estima-se que outros 10 mil imigrantes, a maioria proveniente da América Central, foram sequestrados.

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