Um 1º de maio anticapitalista pelo mundo

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Santiago, Chile

Da Ásia do subemprego às semicolônias da América Latina, passando pelo USA e pela Europa dos tempos de forte arrocho que correm, o 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário, foi marcado por agigantados protestos e ações perpassados pela radicalização e pela consciência de classe de que o movimento do proletariado internacional tanto precisa neste momento decisivo da luta dos povos contra os monopólios.

A radicalização deste 1º de Maio ao redor do mundo transpareceu na justa violência de muitas ações, como aconteceu, por exemplo, no Chile e na Grécia, com as multidões enfrentando as forças de repressão a serviço dos banqueiros e das transnacionais, mas sobretudo na natureza da expressão política e das mensagens de agitação das massas que pautaram marchas classistas em várias nações – mensagens anticapitalistas, antieleitoreiras e de incitação à rebelião.

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Atenas, Grécia

Na Alemanha, as escaramuças entre o povo e o corpo armado pelo Estado e mandado às ruas para abafar sua inquietação começaram na véspera. Na capital do país, Berlim, houve um grande confronto no bairro de imigrantes Wedding. A juventude rebelada não se intimidou com a decisão das autoridades berlinenses de mobilizar um pequeno exército de nada menos do que sete mil policiais para tentar impedir as tradicionais ações de protesto da véspera do 1º de Maio e enfrentou a "Polizei" com pedras, paus e garrafas quebradas em punho.

Já para as marchas de grupelhos fascistas também marcadas para o 1º de Maio na Alemanha o Estado germânico providenciou um "cordão policial" para "evitar enfrentamentos"...

Mesmo com sindicatos amigos do capitalismo

Na Espanha devastada por sucessivos recordes de desemprego, o lema dos protestos e ações foi: "1º de Maio: trabalho, dignidade, direitos. Querem acabar com tudo".

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Tunis, Tunísia

A despeito das bandeiras e megafones em punho das organizações sindicais amigas do capitalismo e que ostentam bom comportamento ante os maiores inimigos do povo, arrotando seus protestos "pacíficos" a fim de se cacifarem para acordos futuros com as facções eleitoreiras, setores populares mais combativos protagonizaram ações mais consequentes no 1° de Maio na Espanha, reivindicando a liberdade de presos políticos, denunciando as contrarreformas capitalistas e enfrentando a polícia "antimotim" do gerenciamento títere espanhol de Mariano Rajoy, fascista de carteirinha, ora sob as ordens diretas da União Europeia e do FMI.

Ao todo, cerca de um milhão de pessoas saíram às ruas em 80 cidades espanholas para protestar e para dizer que ações contra as medidas antipovo não vão parar.

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Istambul, Turquia

Em Portugal – como em quase todos os cantos do mundo, a bem da verdade – também se observou o contraste entre manifestações organizadas por sindicatos colaboradores dos capitalistas, que em geral "denunciam" um tal "excesso de austeridade", e protestos sobre os reais problemas do povo português.

Em Lisboa e na Cidade do Porto, no mesmo dia em que se soube que a taxa de desemprego em Portugal atingira um novo recorde, 15,3%, milhares de trabalhadores castigados por políticas de destruição dos direitos trabalhistas e da qualidade do emprego reuniram-se sob o lema "precariado sem medo" para manifestações de denúncia e conscientização da situação de trabalhadores temporários, trabalhadores em situação irregular e todos os outros trabalhadores em condições precárias ora sob regimes de exploração extrema.

Na França houve protestos em nada menos que 280 pontos do país. Além da revolta contra as medidas de "austeridade" que vêm sendo implementadas pela administração central de Paris, os protestos do 1º de Maio na França espelharam também o descontentamento das massas trabalhadoras francesas com a farsa eleitoral então em curso no país, com Sarkozy e a falsa esquerda "socialista" digladiando-se no segundo turno da farsa eleitoral, oferecendo inúmeras garantias para os industriais e banqueiros da Europa do capital monopolista, o que significa comprometimento de parte a parte com mais arrocho e mais repressão dirigidos às classes populares.

Grécia, USA, Filipinas, Chile e Indonésia

Na Grécia, milhares de pessoas tomaram as ruas da capital Atenas e de outras cidades do país. Em Aspropyrgos, a 35 quilômetros de Atenas, onde está situada a siderúrgica do grupo Hellenic Halyvurgia, cujos funcionários estão em greve há meses, milhares de trabalhadores uniram-se para levantar os punhos cerrados em uma grande demonstração de força do operariado ante o capital opressor. A maior faixa estendida em Atenas dizia: "Ninguém sozinho, todos juntos lá chegaremos".

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Moscou, Russia

No USA, as principais ações do 1º de maio foram protagonizadas pelos integrantes do movimento "Ocupem", sobretudo naqueles seus braços mais radicalizados, como o de Oakland, onde neste 1° de Maio centenas de manifestantes entraram em choque com policiais que dispararam bombas de efeito moral e usaram alto-falantes para dispersar um bloqueio em um cruzamento importante no centro da cidade.

Nas Filipinas, aproximadamente três mil pessoas marcharam pela capital Manila exibindo fotos do "presidente" Benigno Aquino caracterizada como aquilo que de fato ele é: um dócil cão sob as ordens dos monopólios internacionais.

O Chile foi palco de protestos mais radicalizados. Trabalhadores enfrentaram a polícia com pedras, ergueram barricadas na ruas da capital Santiago e atacaram lojas e representantes da imprensa burguesa destacados para cobrir as manifestações do 1º de Maio com as calúnias e a despolitização de sempre.

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Seattle, USA

Na Bolívia, no departamento de Oruro, uma grande manifestação homenageou os mártires de Chicago e exigiu a renúncia do gerente Evo Morales e de seu vice, Alvaro Garcia Linera. Os manifestantes se queixaram da inércia do gerenciamento de turno boliviano em resolver os problemas das nações indíginas e da classe operária no país.

Jacarta, na Indonésia, foi palco da maior manifestação do 1º de maio em toda a Ásia, com uma retumbante marcha que reuniu cerca de dez mil pessoas exigindo maiores salários e o fim dos regimes de trabalho precário, mesmo sob a vigilância ameaçadora de 16 mil policiais e soldados destacados pela gerência indonésia para tentar intimidar o povo.

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Londres, Inglaterra

O proletariado de nações como Egito, Turquia, Rússia e Itália também protagonizou ações, manifestações e protestos destacados no Dia do Internacionalismo Proletário.


No Brasil, um exemplo

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Em BH operários celebram a data se organizando para a luta

Enquanto as centrais governistas promoviam suas tradicionais farras milionárias com mega-shows e sorteios para achincalhar a data internacional do proletariado, em Belo Horizonte, em uma compacta reunião, operários celebraram o 1º de maio classista e internacionalista resgatando a história dos mártires da classe e organizando-se para a luta.

Trabalhadores e ativistas de várias organizações atenderam ao convite do Marreta, como é conhecido o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Belo Horizonte e Região, e compareceram à celebração.

Oradores saudaram o dia internacional de luta do proletariado e resgataram a história do 1º de maio classista e revolucionário. Ressaltaram que naquele momento, em diversos países, as massas tomavam as ruas, enfrentavam a reação e as forças de repressão e que todos os trabalhadores do mundo travavam uma só luta contra o inimigo comum. Um vídeo sobre a luta dos operários nas obras do PAC foi exibido e o Marreta conclamou os operários a divulgarem a grave situação enfrentada pelos seus companheiros nas obras de Jirau, Santo Antônio, Belo Monte e outras, e a realizarem intensa campanha pela libertação dos 11 operários detidos na greve de Jirau.


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