Palestina: Agressão sionista desata onda de protestos violentos

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Uma onda de protestos diuturnos e uma ação armada estremeceram a Palestina nesta segunda quinzena de julho contra o fechamento do Domo da Rocha (local sagrado para os muçulmanos, onde fica a mesquita de Al-Aqsa) imposto pelo Estado de Israel, na Cidade Velha de Jerusalém.

A agressão do Estado sionista ao fechar o Domo da Rocha no dia 14/7 despertou o sentimento nacional do povo palestino, que se lançou em massa em protestos de vários tipos.

Três jovens palestinos deram sua vida em ação armada contra agentes da polícia sionista assim que foi fechado o acesso à mesquita de Al-Aqsa, local de tradicionais orações nas sextas-feiras para os árabes. Dois agentes foram aniquilados e um ficou ferido na entrada da Cidade Velha.

“A operação mostra que nosso povo está decidido a verter seu próprio sangue pela mesquita de Al-Aqsa”, exortou o Hamas por meio de seu porta-voz, Hazem Qasem.

Essa é a primeira ação armada naquela parte da cidade desde a Segunda Intifada (movimento de resistência e luta total contra o ocupante sionista) que se encerrou em 2005. Desde 2015, está em curso a Terceira Intifada.

A defesa intransigente da dita mesquita pelos palestinos carrega um profundo sentimento nacional e de defesa da própria cultura. Por outro lado, há um permanente temor por Israel proibir a entrada de palestinos naquela região.

“Quanto mais força usarem os israelenses e mais medo imporem, mais fortes serão os palestinos. Não vamos cansar!”, exclamou a jovem palestina Eiad Albial, no acesso à mesquita ao portal Palestina Libre. “É mais uma forma que eles usam para nos controlarem!”, concluiu.

Em 16/7, a mesquita foi reaberta.

israel busca aumentar estado policial

Assim que reabriu a mesquita, o Estado sionista de Israel instalou, após os vigorosos protestos, um arbitrário e ostensivo sistema de detectores de metais para revistar cada palestino que entrasse na Cidade Velha. Uma semana depois com imensas rebeliões, foi obrigado a revogar seu ato.

A instalação do sistema revoltou as massas e foi considerado um desrespeito pelos líderes religiosos muçulmanos, que apontam a uma restrição do direito a frequentar a mesma mesquita de Al-Aqsa. As tropas sionistas, por outro lado, aplicam a mais bestial violência para submeter a nação palestina ao seu bel-prazer.

“Enquanto eles [tropas de ocupação sionista] permanecerem aqui haverá sempre a guerra, sempre os ataques; quando eles se forem haverá a paz”, declarou Efe Abeer, turista egípcia em visita à mesquita.

Em 21/7, 3 palestinos foram assassinados pelas forças israelenses durante protestos contra a instalação do detector. O crime ocorreu em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. A primeira vítima recebeu um tiro na cabeça, no bairro de Ras al-Amud, em Jerusalém Oriental. A segunda vítima foi morta no distrito de Al-Tur, em Jerusalém Oriental e a terceira foi assassinada na Cisjordânia.

Em 23/7, mais de 20 palestinos feridos em confrontos em Jerusalém. Ao menos 3 palestinos foram feridos por disparos de soldados israelenses na cidade de Qalqilya, na Cisjordânia.

Houve também confrontos e protestos em Qalandiya, entre Jerusalém e Ramallah.

Segundo o exército sionista, 9 membros do Hamas (organização que tem dirigido a Resistência nacional palestina) foram detidos na Cisjordânia, em 22/7. Dois dias depois, tanques e blindados bombardearam posições do Hamas na Faixa de Gaza, em Tel Aviv.

Entidades democráticas denunciam que ao menos 1090 cidadãos palestinos foram feridos em 10 dias de protestos (de 14 a 24/7), dentro os quais 29 feridos por munições de guerra, 374 por balas de aço revestida com borracha, 471 por intoxicação com gás lacrimogêneo e ao menos 216 por golpes ou espancamento.

Exército assalta hospital e proíbe atendimentos

“São como cães famintos perseguindo a sua presa”, assim classificou Bassam Abu Libdeh (diretor-médico) a atitude do exército e da polícia sionistas que invadiram o hospital de Al Makassed (em Jerusalém Oriental) e aterrorizaram médicos e pacientes palestinos.

Segundo denúncia da Anistia Internacional, os soldados ainda impediram ao menos duas vezes o tratamento de pessoas gravemente feridas entre nos dias 17 e 21/7.

Na citação, Libdeh se refere um jovem de 19 anos gravemente ferido a quem foi impedido o atendimento pelos israelenses no dia 17. O jovem foi ferido por um disparo na artéria e sangrava profundamente.

“Entraram com armas longas e granadas paralisantes, empurravam e apertavam a gente com agressividade. Procuravam a um jovem ferido. Então começaram a andar pelo hospital perseguindo funcionários, enfermeiros, médicos e pacientes”, denunciou Abu Libdeh.

 

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