Venezuela: Boicote à Constituinte atinge 58% do eleitorado

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Ao menos 11,4 milhões (58,5%) de venezuelanos boicotaram as eleições para a Constituinte corporativista. Um total de 19,5 milhões estavam registrados para votar nesse 30/07. Os dados são do Conselho Nacional Eleitoral. A matéria completa sobre o assunto pode ser lida em AND nº 193.

Dirigidos diretamente pelos ianques, o México, Colômbia, Panamá, Argentina, Costa Rica, Peru, Paraguai, Espanha e o próprio USA anunciaram que não reconhecerão os resultados da votação à Constituinte. O governo reacionário de Temer se alinhou com o USA. 

Ao menos 10 pessoas morreram em protestos durante o dia de votação (30/7). O Ministério Público confirmou três mortes em Mérida, uma em Lara, três em Táchira (oeste) e uma em Sucre (nordeste).

Em Caracas, uma emboscada foi empreendida com uma bomba contra uma patrulha policial com motocicletas. A explosão ocorrida na praça Altamira (centro da cidade) destruiu motocicletas e deixou sete policiais feridos.

Os protestos estão proibidos desde o dia 28/7, sob penas de até 10 anos de prisão até o dia 1º de agosto.

Maquinações imperialistas

Durante o Fórum de Segurança de Aspen, realizado de 19 a 22/07, a CIA ianque destacou a “integração” com países lacaios da região para intervir na Venezuela.

“Acabo de estar na Cidade do México e em Bogotá [Colômbia] na semana passada falando sobre este tema precisamente; tentando ajudá-los a entender as coisas que poderiam fazer para alcançar melhores resultados para o seu canto do mundo e nosso canto do mundo”, afirmou o diretor da CIA ianque, Mike Pompeo.

Frente a esse cenário, os países vizinhos armam suas fronteiras, particularmente a Colômbia, que reforçou a linha fronteiriça à Venezuela com tropas do exército e com tropas especiais que até então combatiam os guerrilheiros das Farc. A justificativa foi “prevenir” um surto de febre aftosa que não é registrado na região desde 2009.

A Comissão das Forças Armadas do Senado ianque, em relatório apresentado em 9/07, afirmou que a situação política na Venezuela indica para uma guerra civil, ainda que de proporções limitadas.

O documento põe em xeque os interesses ianques na região, preparando o terreno para a agressão armada imperialista.

Emboscada destrói motocicletas e fere 7 policiais em praça no Centro de Caracas. Foto: AFP

 

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