RJ: Operação de guerra avança cerco contra favelas

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Foto: Pedro Prado/Ponte Jornalismo

As forças de repressão do velho Estado invadiram na madrugada de ontem (21/08) seis favelas da Zona Norte do Rio – Jacarezinho, Complexo do Alemão, Bandeira 2, Parque do Arará, Mandela e Manguinhos –, dando prosseguimento à guerra civil reacionária que se abate sobre o povo carioca. Os ataques também ocorreram em um outro ponto da mesma região, o condomínio Morar Carioca.

O aparato mobilizado foi de aproximadamente 5,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, das Forças Armadas, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional, além da Agência Brasileira de Inteligência, que utilizaram três blindados e 41 viaturas.

Moradores tiveram suas casas invadidas logo pela manhã. Por conta do cerco feito pela repressão, trabalhadores foram impedidos de entrar nas comunidades e tiveram seus celulares vasculhados pelos agentes do velho Estado. Em relato à Ponte Jornalismo, um morador de Manguinhos afirmou que foi alvo de racismo por parte dos militares. “Um sargento me deu um enquadro, me chamando de macaco”, denunciou. Durante as arbitrárias abordagens, militares foram vistos jogando material escolar de crianças no chão.

No Jacarezinho, mais de 27 mil alunos não foram à escola ontem por conta da operação policial. A ausência de aulas já perdura por sete dias. Em reunião realizada à noite com o gerenciamento municipal, diretores de escolas da região decidiram que as aulas nos 15 colégios do Jacarezinho ficarão suspensas por tempo indeterminado. Atividades escolares também foram interrompidas no Complexo do Alemão, Manguinhos, Benfica e Higienópolis.

Cerco contra o povo no Jacarezinho

O Jacarezinho, comunidade que está há onze dias consecutivos cercada pela repressão policial, também foi alvo da Megaoperação que, nesta segunda-feira, contou com o reforço das Forças Armadas.

O resultado da ação genocida das forças de repressão na favela já registra sete pessoas assassinadas e oito feridas em Operações consecutivas de cerco e o terror que começaram no dia 11 de agosto, ocasião em que um agente das forças de repressão foi morto em circunstâncias ainda não esclarecidas. 

Sitiados em suas próprias casas, moradores tiveram que estocar comida e remédios nos últimos dias, além de conviverem com a restrição de serviços, como acesso à água, luz e transporte. As 400 toneladas de lixo acumuladas desde o início do terror policial, que representaram um sério risco à saúde dos moradores, só foram removidas ontem pela Comlurb. A Clínica da Família também se encontra de portas fechadas.

Foto: Pedro Prado/Ponte Jornalismo

Manifestação em Manguinhos

No último domingo (20), dezenas de manifestantes organizaram em Manguinhos um ato contra as operações das forças de repressão do velho Estado na região do Jacarezinho. O protesto, que fez parte da quinta edição da Caminhada da Paz, paralisou a Rua Leopoldo Bulhões e percorreu ruas e travessas da comunidade situada na Zona Norte.

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