Forças Armadas do Brasil planejam intervir contra nação centro-africana

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As Forças Armadas do velho Estado brasileiro são cotadas pela ONU para integrar nova ocupação imperialista contra uma semicolônia em colapso, como foi o caso do Haiti. O local ainda não foi formalmente decidido, mas está já certo nos bastidores que o destino será a República Centro-Africana.

A ONU deu aos gerentes do velho Estado e das Forças Armadas dez possíveis locais na África ou Oriente Médio. Entre os locais estavam Mali, Sudão, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Líbano e Síria.

Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas reacionárias, almirante Ademir Sobrinho, foram analisados nível de hostilidade e intensidade das operações, influência ambiental, repercussão internacional, custos logísticos e peso na “geopolítica”. Levando em conta estes aspectos, apontam que a melhor opção é a República Centro-Africana. Outras opções consideradas foram vetadas pela baixa necessidade de incrementar essas agressões com mais soldados, como os casos do Líbano e da Síria.

O país agredido

O país é um pequeno território localizado no centro do continente, cercado por países atolados em guerras civis e com intervenções imperialistas como Sudão, Sudão do Sul e República do Congo. Com apenas 5 milhões de habitantes, é rico em urânio, petróleo, ouro, diamantes, madeira e na geração de energia hidrelétrica.

A República Centro-Africana padece de uma profunda crise de um capitalismo burocrático extremamente débil. O país desembocou em guerra civil em 2004, um ano após um golpe militar liderado pelo general François Bozizé (deposto, por sua vez, em 2013 após novo golpe de Estado).

Nessa guerra, contendam entre si grupos de poder do latifúndio semifeudal e da grande burguesia, mobilizando as massas umas contra as outras sob lemas religiosos, organizando-as em milícias muçulmanas e cristãs.

Dada a instabilidade que limita a operação de seus monopólios, a potência imperialista França lança mão da intervenção militar no fim de 2013. Em setembro de 2014, a ocupação toma forma sob a bandeira da ONU. Esta intervenção e ocupação imperialistas converteram o país em colônia e, com isso, lançaram contra si alguns destes grupos armados que passam a compor a Resistência Nacional centro-africana pela expulsão do invasor.

Os últimos ataques da resistência nacional contra os invasores noticiados ocorreram nos dias 23 e 25 de julho. Na ocasião, grupos armados aniquilaram três soldados invasores e feriram outros quatro, em Bangassou, sudeste do país. A maioria dos soldados era natural do Marrocos.

É neste contexto que as tropas militares do velho Estado brasileiro atuarão.

Treinar a agressão na guerra

Este convite – ainda informal – ocorre após 13 anos de ocupação da nação haitiana pelas tropas brasileiras lacaias, onde atuaram como força especial de repressão contra protestos, greves e nas favelas.

Tudo indica que nesta participação, as tropas das Forças Armadas atuarão em um local mais perigoso premeditadamente. Considerada como uma “operação de risco”, a intervenção na República Centro-Africana tem o seu objetivo de experimentar as tropas no ambiente de guerra para utilizá-las depois na guerra civil reacionária contra o povo em curso no Brasil, tal como ocorreu com as tropas que atuaram no Haiti.

Ocupação colonial dirigida pelo imperialismo francês segue sob a surrada bandeira da ONU. Imagem ilustrativa

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