AL: 'As terras da fazenda Várzea Grande pertencem ao povo!', afirma LCP

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Nota da Redação: Compartilhamos com nossos leitores a nota da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Nordeste sobre a nova ameaça do velho Estado burguês-latifundiário para despejar as famílias camponesas acampadas nas terras da fazenda Várzea Grande, no município de Rio Largo, em Alagoas.

Na tarde de 27 de agosto, os camponeses, sob a bandeira da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Nordeste, tomaram as terras da fazenda Várzea Grande no município de Rio Largo (AL).

AS TERRAS DA FAZENDA VÁRZEA GRANDE PERTENCEM AO POVO!

No último dia 14 de dezembro de 2017, um oficial de “justiça” da Vara Agrária do estado de Alagoas acompanhado de policiais militares e “seguranças” da Usina Utinga Leão notificaram um mandado para “reintegração de posse” das terras da fazenda Várzea Grande, no município de Rio Largo (AL), ocupadas pelas famílias organizadas pela Liga dos Camponeses Pobres – Nordeste. Nesta notificação, acusam os camponeses justamente pelos crimes que os funcionários da Usina e acobertados por agentes do velho Estado cometeram contra o povo e contra o meio ambiente e determinam 15 (quinze) dias para desocupação “pacífica”, caso contrário, suas moradias e suas produções serão destruídas – como ameaçou um dos “seguranças” da Usina na ocasião.

Desde o dia 27 de agosto, que dezenas de famílias camponesas vivem, produzem, se organizam e lutam nas terras da fazenda Várzea Grande, município de Rio Largo (AL). Nestes 4 (quatro) meses, iniciaram o Corte Popular, batizaram a área de companheiro Rosalvo Augusto (ativista camponês - in memória), unificaram os camponeses das fazendas Várzea Grande e da Canoé e fundaram uma Associação, construíram suas moradias, Sede para realização de Assembleias e desenvolveram suas produções: macaxeira, bananeira, batata-doce, feijão, coentro etc. Todo este trabalho, em tão pouco tempo, foi realizado por camponeses pobres em terras abandonadas.

Mesmo diante das tentativas de assassinato feitas pelos “seguranças” da usina Utinga Leão, das intimidações das forças policiais, que no desespero de servir ao latifúndio, realizaram verdadeira operação de guerra com mais de 800 soldados acampados ao lado da área sob a justificativa de suposto “treinamento”, incluindo as acusações de crimes ambientais e de posse de armas de fogo, tudo isso para criminalizar a luta pela terra e forçar as famílias camponesas a abandonarem as terras.

Contudo, os camponeses seguiram sem vacilar o comando do companheiro Del: "A Várzea Grande é nossa e não abriremos mão dela!”. Mesmo agora, diante do seu recente falecimento do nosso bravo companheiro, seu legado segue inabalável na decisão de todos que lutam pela Revolução Agrária na região Nordeste, especialmente aos que agora enfrentam mais esta ameaça de despejo pelo latifúndio e pelo velho Estado. Pois, esta é a melhor forma de honrar nosso Herói.

Quanto maior a repressão maior a resistência!

A lógica dos latifundiários e todos reacionários é causar distúrbios e sempre fracassar. Enquanto isso, a lógica do povo é sofrer com ataques dos inimigos, se reorganizarem e voltar a lutar, até sua vitória final. Que tremam, pois a Revolução Agrária triunfará e todos os latifúndios estão com os dias contados.

Apesar de mais esta ameaça de despejo, os camponeses não expressam tristeza nem temor. Porque, sabem que diante da crise política, econômica, social, moral e também militar que assola todo país a solução é fazer uma grande Revolução. Por isso, afirmam Contra a crise: tomar e Cortar todas as terras do latifúndio!

Convocamos todas as organizações de luta pela terra, democratas, progressistas, revolucionários, intelectuais honestos, professores, estudantes, trabalhadores do campo e da cidade para apoiar decididamente esta luta por terra, pão e uma Nova Democracia.

VIVA A REVOLUÇÃO AGRÁRIA!

MORTE AO LATIFÚNDIO!

COMPANHEIRO DEL! PRESENTE NA LUTA!

LIGA DOS CAMPONESES POBRES - NORDESTE

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