População pobre do Rio continua sofrendo os efeitos do temporal

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Forte chuva na madrugada de feriado deixou vários bairros alagados e sem luz

 

Dias após temporal que atingiu o Rio de Janeiro, no dia 14 de fevereiro, moradores ainda enfrentam ruas alagadas, casas destruídas, árvores caídas, vias interditadas e caos no transporte público. O município está em estágio de atenção.

Quatro pessoas morreram, entre elas um casal que estavam em casa em Quintino e foram atingidos por um deslizamento de terra, e um adolescente de 12 anos em Cascadura. Mais de duas mil pessoas e 550 famílias estão desalojadas.

A chuva também derrubou um trecho da ciclovia Tim Maia, que já havia desmoronado em 2016. 

Estima-se que mais de 100 mil casas ficaram sem luz. As linhas de trem também foram prejudicadas. No ramal de Saracuruna, os trens não paravam na estação de Ramos da SuperVia, que segue fechada por causa de alagamentos. Além disso, de acordo com a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), mais de 1300 árvores e galhos caíram na cidade.

A Zona Norte e Oeste foram as que mais sofreram com os pontos de alagamento e falta de energia. O temporal destruiu móveis e eletrodomésticos de moradores da Vila Sapê, em Curicica e de diversos outros bairros. O Rio Guerenguê transbordou durante a chuva.

Após mais de 30 horas do temporal, a água não havia escoado completamente, levando os moradores a passar a noite limpando as vias e tentando salvar seus pertences. Algumas casas chegaram a ficar inundadas por mais de 60 cm de água. Muitos moradores ficaram impedidos de passar a pé ou de carro.

Enquanto residências pobres das zonas Norte e Oeste afundam na lama, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) estava em viagem pela Europa.

ManifestaçÕES fechaM Avenida

Contra os gerentes de estado que se recusam a tomar previdências para lidar com as chuvas, que anualmente acarretam enchentes e deslizamentos, diversos protestos surgiram em pontos diferentes do Rio.

Manifestantes fecharam a Avenida Ayrton Senna, na altura da comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Os moradores ergueram barricadas de pneus em chamas para denunciar a ausência de energia elétrica em suas residências. Além disso, a Estrada dos Bandeirantes, no BRT Arroio-Pavuna e a Estrada do Guerrengue, na Taquara, na Zona Oeste também contou com protestos. Na Zona Norte, houve manifestações na Marechal Rondon, que liga os bairros do Méier ao Maracanã, na 2 de Fevereiro, em Engenho de Dentro; na Avenida Brasil na altura da Vila Kennedy, e em Deodoro.

Os manifestantes criticam Crivella pela interrupção no fornecimento de energia.

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