13 PMs e um oficial da Marinha são investigados por serviço de matadores de aluguel para o jogo do bicho 

Foto: Reprodução/PMERJ

13 PMs e um oficial da Marinha são investigados por serviço de matadores de aluguel para o jogo do bicho 

Treze policiais militares (PMs) e um oficial da Marinha foram alvo de uma operação da Polícia Civil por participarem de uma quadrilha de matadores de aluguel para o jogo do bicho. Segundo as investigações, os mercenários assassinaram diversas pessoas, como o advogado Rodrigo Marinho Crespo, alvejado em frente à sede da OAB no centro do Rio. 

Os matadores também estão envolvidos com mortes relacionadas a máquinas de jogos de azar, à máfia do cigarro e disputas de grupos paramilitares. As investigações apontam ainda que o grupo atua com requintes de crueldade nos assassinatos. 

É mais um caso que revela o nível de participação das forças policiais nos esquemas de contravenção e nos grupos paramilitares, que atuam como uma força extra oficial do Estado. 

A participação de PMs nos grupos é generalizada: entre 2011 e 2021, 262 policiais militares foram expulsos ou submetidos ao Conselho Disciplinar por envolvimento com grupos paramilitares no estado; 96 foram submetidos ao conselho, mas não foram expulsos. 

Há ainda vários outros que permanecem na instituição depois de serem investigados e continuam com a prática paramilitar. 

A rede se estende para além da PM e penetra também nos salões de governo e nas outras forças policiais. 

Durante a intervenção militar no Rio de Janeiro, o general Braga Netto ficou conhecido por centralizar em si os dados sobre os “milicianos” da cidade, mesmo que a desgosto dos paramilitares, que preferem atuar na forma de bandos.

Na Polícia Civil, agentes como Marcus Amin e Allan Turnowksi já cultivaram ligações com paramilitares ou políticos ligados a “milicianos”. Uma investigação no ano passado também revelou um esquema em que policiais civis da Ilha do Governador fraudavam boletins de ocorrência do jogo do bicho para não prejudicar as jogatinas no bairro, uma vez que, segundo um policial, “ia ficar estranho não ter ocorrência do jogo do bicho na “Ilha do Governador”. 

As cúpulas oficiais do governo dispensam comentários sobre o nível de envolvimento. Basta lembrar de como vários pré-candidatos a prefeitos e prefeitos da Baixada Fluminense se reuniram, em 2023, com o chefe paramilitar Tandera para negociar a entrega de dinheiro, armas e cargos aos “milicianos”.

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