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A Nova Cultura emanada da GRCP

Vinicius Alves

O Ato Político-Cultural de celebração do cinquentenário da Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP) contou com diversas atividades culturais que, ao longo de semanas, foram cuidadosamente ensaiadas e apresentadas pelas delegações nacionais e internacionais.

Em meio ao ambiente de grande agitação e elevado ânimo das massas, as apresentações contaram com intensa participação destas, que cantaram, dançaram, agitaram palavras de ordem e responderam com entusiasmo às consignas revolucionárias.

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Sandra Lima foi homenageada durante apresentação teatral do Movimento Feminino Popular

Um grupo musical do Rio de Janeiro abriu as apresentações com samba. O grupo destacou o papel da Juventude Combatente na luta popular, cantando “E Vamos à Luta”, composição de Gonzaguinha, uma homenagem aos jovens que nas décadas de 1970 e 1980 lutaram e verteram o seu precioso sangue contra o gerenciamento militar-fascista e por um Brasil Novo. A canção “Comunidade carente”, de Zeca Pagodinho, que narra o rechaço do povo aos políticos eleitoreiros e suas promessas também agitou o plenário.

Na segunda apresentação, organizada pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e a Unidade Vermelha (UV), a Juventude Combatente entrou em cena com uma peça de teatro sobre a atuação dos Guardas Vermelhos (GV) na GRCP. Todos os jovens estavam devidamente caracterizados, com movimentos sincronizados e com falas memorizadas.

A peça se inicia com os GV renomeando uma praça e uma rua, com nomes correspondentes ao socialismo. Esta prática exprime o entendimento por parte da juventude revolucionária do chamamento do Presidente Mao Tsetung de eliminar os quatro velhos: velhos costumes, velha cultura, velhos hábitos e velhas ideias.

O segundo ato da peça foi sobre o papel das mulheres na sociedade, destacando a luta contra o revisionismo capitaneado na China por Liu Shao-chi. Os GV vão a uma fábrica politizar as trabalhadoras, incentivando-as a participar das lutas ideológico-políticas na sociedade chinesa, pois como parte da classe operária, devem dirigir tudo.

Em uma das cenas ressalta-se a postura dos intelectuais burgueses, representantes da linha revisionista, que defendiam um ensino deslocado da realidade dos alunos, não servindo aos interesses do povo, representado na existência de manuais acadêmicos feitos em outros países e não aplicáveis à realidade da China socialista, além de se oporem a entrada de camponeses e operários nas universidades.

Os Guardas Vermelhos denunciam toda essa velha cultura e convocam os jovens a se lançar na grande tormenta revolucionária, a GRCP, defendendo e aplicando a consigna maoísta de que Rebelar-se é Justo!

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A delegação italiana animou o auditório cantando duas canções revolucionárias: “Bandiera Rossa”, com melodia inspirada em canções da região da Lombardia, e “Bella Ciao”, que em sua versão comunista se tornou em um hino antifascista, de caráter internacionalista.

Na quarta apresentação, representantes de várias delegações internacionais entoaram duas canções do Partido Comunista do Peru (PCP): “Salvo el poder todo es ilusión” e “El Guerrillero”. As canções integram o disco “Canciones de las Luminosas Trincheras de Combate”, editado em 1999, pelo Movimento Popular Peru (MPP), organismo gerado do PCP para o trabalho no estrangeiro. As canções deste álbum são interpretadas por prisioneiros políticos e de guerra e foram gravadas dentro das prisões no início da década de 1990.

Em sua letra, “Salvo el poder todo es ilusión”, destaca o caminho dos povos do Terceiro Mundo para derrubarem as três montanhas que os oprimem: o latifúndio, a grande burguesia e o imperialismo, principalmente o ianque. Obreros, campesinos / rompan sus cadenas / levanten la bandera / de la Guerra Popular. / Salvo el poder, todo es ilusión / asaltar los cielos, con la fuerza del fusil, registra a canção.

Um outro grupo de jovens militantes da UV realizou uma homenagem ao Abimael Guzmán Reynoso, o Presidente Gonzalo, chefatura do PCP e da Revolução Peruana. Os jovens, organizados em colunas e marchando, cantaram uma versão em português de “Salvo el poder todo es ilusión”, portando altivamente um retrato da chefatura do PCP.

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Homenagem ao Presidente Gonzalo, Chefatura do PCP

O Movimento Feminino Popular (MFP) organizou uma peça de teatro. Suas militantes, caracterizadas com uniformes utilizados durante a GRCP, destacaram a importância deste transcendental feito para a Revolução Proletária Mundial e à emancipação das mulheres trabalhadoras.

A atividade começou com a cena inicial do filme chinês “1911”, lançado em 2011, em comemoração aos 100 anos da queda do Império e a constituição da República na China, que no trecho selecionado, mostra uma mulher revolucionária acorrentada, que é levada pelos carrascos até o local da execução, atravessando um corredor de pessoas que a observam. A mulher demonstra grande firmeza e tranquilidade perante os seus algozes, não temendo a morte. A cena termina com a sua execução.

Em outra cena da peça, duas mulheres estão trabalhando na lavoura, quando um destacamento de mulheres revolucionárias aparece, iniciando um trabalho de conscientização e politização com as camponesas sobre a sua atual condição, conclamando-as a se incorporarem à luta pela emancipação feminina como parte da Revolução Proletária Mundial, para derrubarem a quarta montanha que as subjuga: a opressão sexual.

No final da apresentação, todas as mulheres foram conclamadas a subirem no palco e entoaram o Hino do MFP. Um estandarte com a foto da fundadora e dirigente do movimento, Sandra Lima, companheira que faleceu em 26 de julho deste ano e que dedicou-se até os últimos momentos de sua profícua vida de militante revolucionária com grande entusiasmo à preparação da atividade de celebração dos 50 anos da GRCP, foi levantado bem alto no centro do palco durante a cantoria.

Na última apresentação da noite, um grupo de militantes vindos do Nordeste agitou o Ato Político-Cultural com o ritmo do coco, ritmo de influências africanas e indígenas, onde cantaram “Aroeira” de Geraldo Vandré, que sinaliza o acerto de contas do povo com os seus inimigos.

O auditório lotado experimentou momentos de emoção, indignação, vibração e alegria. A dança, as palmas, o agitar das bandeiras, o ambiente festivo e solene. O grande painel com o Presidente Mao Tsetung ao centro do teatro e grandes faixas adornadas com letras douradas celebrando a Grande Revolução Cultural Proletária: o maior movimento de massas dirigidas pelo proletariado na história. O mais alto patamar alcançado pela Revolução Proletária Mundial, que aponta para o luminoso comunismo.

A Nova Cultura e a grande agitação revolucionária encerraram este ato histórico e extraordinário, que ficará marcado na história como um momento de grande importância na luta dos comunistas e revolucionários do Brasil e de outros países, por compreender a fundo o papel e a importância da GRCP para as batalhas em curso e para os combates vindouros das massas na nova Grande Onda da Revolução Proletária Mundial já em curso incontido.

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