30M: Mais de 250 mil nas ruas de Belo horizonte em defesa da Previdência e da Educação

30M: Mais de 250 mil nas ruas de Belo horizonte em defesa da Previdência e da Educação

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Na tarde do dia 30 de maio, mais de 250 mil pessoas tomaram as ruas de Belo Horizonte (MG) em defesa da Previdência e da Educação, que estão sofrendo todos os ataques do reacionário governo latifundista, obscurantista, antipovo e vende-pátria de Bolsonaro/Generais, que tenta de todas as formas impor a política de cortes e arrochos impostos pelo imperialismo, principalmente o ianque.

O ato convocado pelas entidades estudantis e sindicais teve a concentração na Praça Afonso Arinos (Av. João Pinheiros, em frente à Faculdade de Direito da UFMG). Na manhã e tarde do 30M, estudantes (principalmente da UFMG, UEMG e CEFET), professores, funcionários públicos, operários, camponeses e movimentos populares chegaram de todos os cantos.

Por volta das 17h20, um grupo de jovens com os rostos cobertos ateou fogo nas bandeiras do USA e de Israel, sob a consigna de “Yankees go home!”. A ação obteve apoio da massa. Às 18h30, a multidão saiu em passeata, seguindo sentido Savassi, virando a Rua dos Timbiras e pegando a Av. Afonso Pena até a Praça Sete; de lá eles foram até a Praça da Rodoviária, onde acabou o ato.

Para Robson presidente, do SINTECT-MG (sindicato dos correios e telégrafos), “a luta é de todas as categorias, não só estudantes e professores, pois o governo está destruindo a educação e privatizando as estatais como quer fazer com os Correios e a Petrobras, impondo a sua política de entrega. Para barrar tudo isso só com a greve geral!”.

Já o secretário geral do Marreta (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de BH e região) apontou: “Estamos aqui trazendo o apoio à essa luta, por entender que é hora de unidade, pois precisamos organizar grandes movimentos e nos preparar para uma grande Greve Geral, para barrar a ‘reforma’ da Previdência, revogar a ‘reforma’ trabalhista e pelo fim à política antipovo e vende-pátria do governo Bolsonaro. Porém, uma greve sem prazo para iniciar ou terminar”.

Um bloco combativo formado por entidades classistas e movimentos populares de BH e região desfraldou uma faixa com as consignas “NEM BOLSONARO, NEM MOURÃO, NEM CONGRESSO DE CORRUPTOS E FORA FORÇAS ARMADAS REACIONÁRIAS!” e também outra “CONTRA O ASSALTO À PREVIDÊNCIA! GREVE GERAL!”.

Foram distribuídos panfletos com os “10 motivos pela Greve Geral”, assinado por 9 entidades de classe (STIC-BH Marreta, Comerciários de BH e Contagem, SINTECT, SINDADOS, SINDOF, SINTBOR, FETICOM-MG e Caminhoneiros Unidos da Rota 262 e 381). Também foi divulgada a nota da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), “Bolsonaro prega guerra no campo”.

O comitê de apoio ao AND de BH marcou presença e fez uma brigada com a atual edição (nº 223). 

De uma coisa é certa, o povo que tomou as ruas demonstrou vontade e determinação de lutar e por isso devemos nos preparar para grandes manifestações pelo Brasil e futuros embates contra a direita, que também disputa o espaço nas ruas e está decidida a completar seu golpe militar contrarrevolucionário, frente ao inevitável levante das massas, que já deixam claro que não ficarão passivas aos ataques contra seus direitos historicamente conquistados: Preparar a Greve geral de Resistência Nacional!

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