AL: Centenas de agentes de saúde ocupam secretaria de economia há uma semana exigindo seu piso salarial

AL: Centenas de agentes de saúde ocupam secretaria de economia há uma semana exigindo seu piso salarial

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Agentes de saúde e endemias ocupam Secretaria de Economia de Maceió exigindo seus direitos. Foto: Reprodução

Cerca de 600 agentes de saúde e endemias de Maceió ocupam há uma semana, desde 31 de setembro, a Secretaria de Economia da capital, realizando também manifestações e bloqueios de ruas, exigindo seus direitos básicos de implantação do piso nacional e correção da tabela dos planos de cargos e salários.

Os trabalhadores denunciam que até agora não houve qualquer iniciativa da prefeitura, gerenciada pelo prefeito reacionário João Henrique Caldas (PSB), para atender as exigências da categoria. A única ação do velho Estado foi a determinação judicial para desocupação assinada no dia 02/09, pelo desembargador Fábio Ferrario. O desembargador autorizou o “uso de força policial para acompanhar e garantir ao Oficial de Justiça o cumprimento integral do mandado” contra os trabalhadores.

Resistindo na ocupação, os agentes de saúde não se intimidaram e fecharam a rua em frente à Secretaria, no centro de Maceió, no dia 05/09. A ocupação e as manifestações têm sido acompanhadas da palavra de ordem Agentes, na rua, prefeito a culpa é sua!

Agentes de saúde bloqueio rua em frente à Secretaria da Economia de Maceió. Foto: Arquivo pessoal

Prefeitura de Maceió ataca os direitos dos trabalhadores

Os agentes de saúde não são os únicos que têm lutado para conquistar seus direitos negados pela prefeitura de Maceió. Os professores municipais, por exemplo, realizaram uma greve por mais de um mês entre julho e agosto em Maceió, além de diversas manifestações exigindo direitos básicos como reajuste do piso salarial.

Famílias de trabalhadores, moradores de bairros afetados pelas chuvas ou pela exploração do solo por monopólios como a Braskem, também têm protestado a cada semana exigindo os auxílios prometidos pela prefeitura e a realocação das casas. 

Os moradores dos bairros Flexais, particularmente, são afetados pelo afundamento do solo causado pela mineração do monopólio Braskem na região e exigem realocação das residências. A prefeitura tem prometido reuniões para resolver os problemas do povo, mas não as cumpriu. “Nas eleições para prefeito ele veio ao bairro e foi bem recebido por nós. E por que agora ele não vem nos visitar e ver a situação que estamos passando?” denunciou a moradora dona Maria Cícera, ao jornal Tribuna Hoje.

Moradores dos Flexais realizam manifestação exigindo realocação. Foto: Edilson Omena

Moradores de bairros como Bom Parto e Feitosa também realizaram, no mês de agosto, protestos com bloqueios de via com pneus em chamas contra a falta d’água nas comunidades.

Beneficiários do CadÚnico de Maceió também realizaram um protesto, bloqueando uma avenida do bairro da Serraria, no final de julho, pela falta de atendimento em um “mutirão” da Prefeitura para atualização dos dados cadastrais. “Eles distribuiriam poucas senhas e fecharam a sede do CadÚnico logo após elas acabarem. A maioria das pessoas ficaram sem atendimento. A Prefeitura marcou para hoje a atualização dos dados, porém esqueceram de distribuir as senhas ou não quiseram nos atender”, denunciou uma beneficiária, que não quis se identificar, ao canal de TV TNH1.

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