O Sindicato dos Trabalhadores da Educação encerrou, nesta sexta-feira (08), a greve que agitou a cidade de Maceió durante 40 dias. O movimento foi marcado por manifestações, denúncias e, principalmente, pelas ameaças do governador Paulo Dantas (MDB) e da justiça reacionária do estado de Alagoas contra os profissionais da educação, que resistiram ativamente aos ataques contra a educação.
A decisão pelo encerramento da greve foi votada pela maioria dos servidores em assembleia. Entretanto, professores que votaram pela continuidade da greve criticam veementemente o presidente do Sinteal, Izael Ribeiro. “Nessa assembleia de hoje, tinham muitos professores desmotivados e esse pelego do Izael não deu nenhuma palavra de motivação para a greve continuar. Aí, no final da assembleia, ele vem perguntar quem quer e quem não quer continuar, é claro que a maioria ia votar a favor do término, nenhum incentivo para continuar foi feito”, afirmou um professor revoltado em entrevista ao Correspondente-local do AND em Maceió.

Outros professores criticaram fortemente figuras do Partido dos Trabalhadores em Alagoas, que se diziam “apoiadores da greve”, figuras como o Deputado Federal Paulão (PT-AL), a vereadora Teca Nelma (PT-AL) e o presidente do PT em Alagoas, o Deputado estadual Ronaldo Medeiros. “Aqui em Maceió, ninguém do PT emitiu uma nota de apoio a nós, os professores, nem Paulão e nem Teca Nelma! O Ronaldo Medeiros escreveu em uma rede social, dizendo que o governo do Governo de Alagoas já tinha atendido a maioria dos pontos apresentados pelo movimento, que por sinal é uma mentira! E dizendo, também, que o governo tinha compromisso e diálogo com a educação, mas quando a gente foi falar com ele, na inauguração do ginásio, ele saiu escoltado pela polícia e ainda disse coisas com a gente. Cadê o diálogo aí?!” Relatou um professor revoltado. Outro professor ironizou: “Hoje, Paulo Dantas vai tomar whisky do mais caro”.
Após a votação pelo encerramento da greve, Izael Ribeiro e os demais sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) celebraram efusivamente, aos saltos e contos. “Acho que não precisava desse Carnaval todo para comemorar o fim de uma greve, afinal, nenhuma das reivindicações nossas foram atendidas… vai ter muitas pessoas desfilando desse sindicato”, disse um professor.
Rondônia, professores continuam a mobilizar em defesa dos seus direitos, desafiando o governo de Marcos Rocha e seus lacaios. A categoria luta por melhorias, incluindo um auxílio-alimentação de R$ 2,000, além de pressionar pela realização de um concurso público. A greve dos professores de Rondônia é um ato legítimo e necessário, destacando a busca de condições dignas de trabalho e valorização profissional. A luta é justa e merece todo apoio.
