AM: 9 PMs são presos por desvio de meia tonelada de drogas

Nove PMs lotados na Força Tática e na 26° Cicom foram presos por transporte de meia tonelada de drogas em um carro civil e uma viatura da PM. O caso é o segundo escândalo de envolvimentos de PMs com o tráfico de drogas somente nesse ano.

AM: 9 PMs são presos por desvio de meia tonelada de drogas

Nove PMs lotados na Força Tática e na 26° Cicom foram presos por transporte de meia tonelada de drogas em um carro civil e uma viatura da PM. O caso é o segundo escândalo de envolvimentos de PMs com o tráfico de drogas somente nesse ano.
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No dia 15 de fevereiro, nove PM lotados na Força Tática e na 26ª Cicom foram presos em operação que investigava o desvio de meia tonelada de drogas apreendidas no bairro Mundo Novo, na zona norte de Manaus. O caso já se trata, apenas esse ano, do segundo escândalo de envolvimento de PMs com o tráfico de drogas.

Os agentes são os cabos Michael Melo, Diego de Araújo, Judah Chaves e Keliton da Silva; soldados João Alves e Ewerton Gomes; sargentos Nelson Ribeiro e Charles Almeida e o primeiro-tenente Ricardo Martins. Destes, 8 deles estão associados à Força Tática – grupo da PMAM equivalente à Rota paulista. Importante ressaltar o envolvimento recente de outros policiais da mesma força em execuções clandestinas.

Os militares usaram um carro particular e uma viatura da PM para transportar as drogas. Apesar das prisões, entretanto, ainda não foi identificado o paradeiro dos entorpecentes desviados, sugerindo que possa haver mais envolvidos no caso do que os agentes presos. No momento da prisão, foram apreendidos também cerca de R$ 20 mil em espécie.

Outras prisões

Ainda em janeiro de 2024, foram presos quatro PMs lotados na 29ª Cicom, acusados também de desviarem cerca de 250 kg de cocaína, avaliados em R$ 6 milhões. No momento da prisão, esses militares também foram encontrados com cerca de R$ 70 mil em espécie.

Longe de se tratarem de coincidências, ambos os casos evidenciam o patente envolvimento das forças repressivas do velho Estado na região com os grupos que eles dizem “combater”, às custas de massacres, execuções, violações de direitos e crimes contra o povo.

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