AM: Pacientes do Hospital 28 de Agosto denunciam descaso

Pacientes do hospital 28 de Agosto, localizado no bairro Adrianópolis, em Manaus denunciam as péssimas condições do hospital, em especial, no atendimento aos idosos.

AM: Pacientes do Hospital 28 de Agosto denunciam descaso

Pacientes do hospital 28 de Agosto, localizado no bairro Adrianópolis, em Manaus denunciam as péssimas condições do hospital, em especial, no atendimento aos idosos.
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Pacientes do hospital 28 de Agosto, localizado no bairro Adrianópolis, em Manaus denunciam as péssimas condições do hospital, em especial, no atendimento aos idosos.

Em entrevista ao AND, paciente do hospital denuncia o absurdo descaso com a saúde pública:

“(…) os médicos nem olham na tua cara. Você quem tem que ficar pedindo exames e quando vai fazer máquinas quebradas. Não estava funcionando tomografia nem ecocardiograma, tive que pagar por fora. Comidas ruins e não deixam nem a gente pegar água pq só pode funcionários”

Com relação ao tratamento dos idosos, as denúncias seguem:

“Pacientes voltam todo dia pra fazer tratamento de pneumonia e hemodiálise pq não tem leito pra eles ficarem lá, aí nesse vai e volta a doença piora e ainda culpam o paciente. Tem idosos ali por 15 dias esperando cateterismo e hemodiálise, +70 anos em cadeiras de plástico.”

A paciente relata também que logo que começou a filmar a situação do local e cobrar melhorias, foi curiosamente transferida de hospital sem maiores explicações.

Histórico do Hospital 28 de Agosto

O hospital 28 de Agosto foi fundado no ano de 1986 e atualmente é o maior complexo hospitalar de urgência e emergência da região norte do país. Nos últimos anos, entretanto, o hospital foi palco de uma série de crises, resultado da progressiva precarização promovida pelo velho Estado sobre os direitos mais elementares do povo, em especial, a saúde pública.

Em 2016, o Ministério Público do Amazonas instaurou uma investigação com base em denúncias que acusavam superlotação e falta de materiais básicos para trabalho. No ano seguinte, membros da Força de Fiscalização do Conselho Federal de Enfermagem visitaram o hospital para apurar uma série de denúncias tais quais: falta de estrutura e pessoal, superlotação e questões trabalhistas.

Em 2020, enfermeiros e técnicos que realizaram uma combativa manifestação no hospital exigindo mais EPI’s para o combate a COVID-19 foram sumariamente afastados de seus cargos. Neste ano, a então diretora do hospital, Júlia Fernanda Miranda Marques, foi presa juntamente com mais dois suspeitos por corrupção e lavagem de dinheiro.

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