AM: Precarização do Samu dificulta atendimento e causa mortes

AM: Precarização do Samu dificulta atendimento e causa mortes

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Na manhã desta sexta (14) um grupo de trabalhadores realizou um ato na Assembleia Legislativa do Amazonas denunciando as atuais condições precárias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) de Manaus. Os trabalhadores denunciam a ausência de reajustes salariais há muitos anos e expuseram como essa precarização atinge diretamente as camadas da população mais empobrecidas.

“A nossa situação, a qual nos encontramos hoje, é caótica. Quando chegamos em uma ocorrência, a população quer nos atacar e, muitas vezes, com razão. A gente tem um tempo-resposta de seis a dez minutos e isso não acontece devido ao quantitativo de ambulâncias que é pouco. Temos que sair de uma base oeste para atender na norte, então isso demora em mais de uma hora. Então quando a gente chega lá a população está chateada. E a gente vai acabar se tornando vítima. Por isso pedimos providências. A gente sai de uma ocorrência para outra. É um esforço físico grande e aí, quando chega na base, a alimentação não é satisfatória. A gente tem outros problemas, como falta de pessoal e veículos inadequados”, expôs um trabalhador.

Além disso, os funcionários contestaram uma acusação de omissão de socorro formalizada pela Polícia Militar (PM) recentemente. No ato, um funcionário recordou que eles têm 10 ambulâncias para cobrir um contingente de 2,1 milhões de habitantes e que, portanto, o óbito denunciado pela PM foi apenas mais uma das morte que estão se tornando rotineiras diante da crescente precarização.

A situação é tão precária que algumas ambulâncias necessitam de manutenção mecânica e dos equipamentos de saúde, porém há muito tempo estes reparos serviços não são realizados. Diante disso, alguns trabalhadores pagam a manutenção com parte do seu salário para que o atendimento à população não seja mais prejudicado ainda. Este cenário tende a se agravar ainda mais diante da implementação da “EC do teto dos gastos”, na qual consta que os gastos com saúde e educação serão congelados por 20 anos.

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