AM: Trabalhadores da saúde se levantam em protestos

Enfermeiras, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas levantaram-se contra o atraso de dois meses de salário e demissões em massa.
Profissionais da saúde protestam em frente a Clínica Médica Popular. Destaca-se a precariedade estrutural dos serviços ofertados a população desde a sua estrutura. Foto SindiPriv

AM: Trabalhadores da saúde se levantam em protestos

Enfermeiras, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas levantaram-se contra o atraso de dois meses de salário e demissões em massa.

No dia 2 de fevereiro, enfermeiras, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas se uniram em uma justa manifestação em frente a Clínica Médica Popular no Centro de Manaus. Os trabalhadores são funcionários terceirizados da Sasmet Gestão em Saúde e denunciam o atraso de mais de 2 meses de salário na empresa, assim como demissões em um momento de crise sanitária no estado.

A importante manifestação arrancou uma resposta da direção da empresa. Segundo a Sasmet, o não pagamento de salários se deu pela quebra de contrato abrupta em 2023 com a Secretaria de Estado de Saúde. A empresa disse ainda que as demissões estavam diretamente ligadas a quebra de contrato e o corte dos financiamentos por parte do Governo do Estado.

Para a enfermeira Graciete Mouzinho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM), o tratamento recebido pelos profissionais tanto por parte do Governo quanto por parte da empresa é um absurdo. Segundo ela:

“A demissão dos profissionais foi comunicada por mensagem. Isso é inadmissível! Temos aqui pais e mães de família que passaram o Natal sem receber salário, e quando começa o ano, eles recebem a mensagem que estão sendo demitidos. Queremos que esses profissionais sejam contratados pela TAG (termo de Ajustamento de Gestão). Como vai ficar o atendimento quando está tendo muita dengue, covid e as síndromes gripais? As denúncias estão aí”, disse a liderança ao portal Radar Amazônico.

O constante colapso na saúde pública amzonense

Em janeiro de 2024, completou-se três anos dos dramáticos episódios do colapso total da saúde pública no Amazonas, sob o auge da contaminação da Covid-19, usada pelo governo para promover o genocídio do povo brasileiro. No estado do AM, generalizaram-se, à época, brutais cenas de familiares desesperados por oxigênio e leitos, vendo seus entes queridos falecerem por completa irresponsabilidade do Estado brasileiro.

Os profissionais da saúde também foram acometidos pela exploração máxima, ausência de equipamentos adequados e pelo cenário aterrador de morte cotidiana de colegas de trabalho e pacientes.Depois do marco de três anos, todos os culpados, os gerentes de turno do velho Estado na época, a saber, Jair Bolsonaro (e generais), Wilson Lima (UB) e David Almeida (Avante), ficaram impunes apesar dos crimes contra o povo brasileiro.

Agora, seguem em livre curso os novos ataques, por parte dos governantes e magnatas da saúde privada, contra os trabalhadores: somente no ano passado, já foram denunciados nesta tribuna inúmeros casos anteriores de atrasos salariais, demissões injustas e descaso com os pacientes.

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