AM: USA aprofunda seu domínio na Amazônia com apoio do Ministério Público do Amazonas

Em mais um avanço das ações do imperialismo ianque sobre a Amazônia Brasileira, o Governo dos Estados Unidos firmou um acordo de cooperação com o Ministério Público do Amazonas onde terá acesso a dados nacionais sigilosos e poderá oferecer treinamentos em seus moldes às autoridades locais.

AM: USA aprofunda seu domínio na Amazônia com apoio do Ministério Público do Amazonas

Em mais um avanço das ações do imperialismo ianque sobre a Amazônia Brasileira, o Governo dos Estados Unidos firmou um acordo de cooperação com o Ministério Público do Amazonas onde terá acesso a dados nacionais sigilosos e poderá oferecer treinamentos em seus moldes às autoridades locais.
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Foi assinado, no dia 11/06, por meio da Embaixada dos Estados Unidos, um Termo de Cooperação Técnica entre o Ministério Público do Amazonas e o Governo dos Estados Unidos onde se institui uma “colaboração” entre os setores de inteligência das entidades, que, na prática, significa a entrega de informações nacionais sigilosas ao imperialismo ianque.

O documento foi assinado em Brasília e contou com a presença do procurador-geral de Justiça (PGJ) do MPAM, Alberto Rodrigues Júnior e do oficial Sênior de Segurança Regional, representando os USA, Shawn H Sherlock. Um dos articuladores do termo, o promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/AM), Igor Starling, também esteve presente.

Dos termos descritos, a “colaboração” se dará nos terrenos de inteligência, onde se revelarão dados sensíveis da segurança nacional aos estrangeiros, assim como na formação de agentes brasileiros sob os moldes ianques, dando acesso aos servidores brasileiros à escola ianque de “combate ao crime”. O acordo de cooperação se dá sob a justificativa de combate ao “terrorismo, tráfico de drogas e crime organizado”.

O episódio retrata mais um claro sinal do avanço do imperialismo ianque, para a dominação da região amazônica. Essa tese deixa de ser mera especulação e torna-se concreta a partir dos inúmeros “exercícios conjuntos” entre as Forças Armadas do Brasil e do USA que ensinou seus militares a combaterem no terreno amazônico até o lobby para a criação de um “Centro Policial Internacional” para o combate de “crimes ambientais”.

Com relação ao Ministério Público do Amazonas, a traição nacional é abertamente declarada quando se relata que: “(…) a assinatura do termo formaliza e aperfeiçoa uma parceria que já vem acontecendo. Em 2023, por exemplo, integrantes do MPAM participaram de cursos promovidos pelos EUA e, em abril deste ano, um palestrante americano, indicado pela embaixada americana, palestrou no evento em Manaus”.

É importante ressaltar também que essa submissão ao imperialismo se dá em todos os âmbitos do velho Estado brasileiro. O Governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), chegou a visitar Washington no último mês, se reunindo com congressistas para tentar viabilizar um Consulado dos USA na capital amazonense.

O próprio Wilson Lima, não teve vergonha de demonstrar sua política entreguista, afirmando que “a presença do escritório consular em Manaus seria um claro compromisso do USA com a região Norte do Brasil e com o desenvolvimento social e econômico da região, contribuindo para a integração internacional da Amazônia brasileira”

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