AND conclui seu I Concurso Literário com grande cerimônia de premiação

O evento culminou em grande estilo a celebração pelos 20 anos do AND

AND conclui seu I Concurso Literário com grande cerimônia de premiação

O evento culminou em grande estilo a celebração pelos 20 anos do AND
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O Jornal A Nova Democracia realizou vitoriosamente a cerimônia de premiação de seu I Concurso Literário de Contos, Crônicas e Poesias, de tema “A luta pela terra”, no dia 15 de dezembro, no Espaço Cultural Maloka, centro do Rio de Janeiro. O evento reuniu cerca de 60 pessoas, entre diversos apoiadores da imprensa popular e democrática, artistas (desde músicos a artistas plásticos), assim como estudantes e trabalhadores.

Os premiados foram: 

  • Na categoria de Poesia, a obra Brasileiros, autoria de André Luís Soares (ES), pseudônimo Cavaleiro de Cervantes; 
  • Na categoria de Crônica, a obra Um espectro camponês ronda o velho Estado, de autoria de Liliane Alves (MG), pseudônimo Anitas Galdino; 
  • Na categoria Conto, a obra Como o ribombar de  um trovão, cujo autor é Daniel dos Santos (RJ), pseudônimo Danilo Santana.

O evento

Evento contou com cerca de 60 pessoas, que lotaram o espaço. Foto: Banco de dados AND

O evento foi transmitido por live no youtube e teve início às 18h, com uma intervenção realizada pelo Diretor Geral provisório de AND, Victor Bellizia, sobre o papel que o jornal teve, ao longo de 20 anos, de reconhecer e promover a cultura popular como parte da luta pela Nova Cultura. Além de destacar a relevância do tema, luta pela terra:

— Celebrar esses 20 anos não poderia ser de outro modo. É duplamente coerente com a história do AND que estejamos celebrando esse feito com um concurso literário e com esse tema, “a luta pela terra”. Primeiro, porque o AND sempre defendeu, desde o seu primeiro número, a luta pela terra, que foi sempre um tema absolutamente central do AND em sua propaganda da luta popular e da luta pela Revolução Democrática, que é uma pendência de nossa história e que sempre teve o seu centro na questão agrário-camponesa e a luta pela terra. Nós sempre colocamos de maneira central e decisiva o problema camponês, e não poucas vezes mobilizamos recursos materiais e humanos para ir aos rincões do país, onde os camponeses lutavam e demandavam a presença de uma imprensa que lhes fosse própria, para defender seus interesses e para propagandear sua luta. Segundo, é coerente que seja celebrado com um concurso porque o AND sempre foi um entusiasta permanente da cultura popular, embrião da Nova Cultura, em que a literatura é parte vital e integrante.

E também aproveitou a oportunidade para homenagear os fundadores do Jornal e destacados brigadistas da imprensa popular e democrática, presentes ao longo da história do AND:

— Hoje não poderíamos deixar de celebrar com alegria essa obra coletiva e que tem nos fundadores os seus maiores entusiastas. Prestamos, uma vez mais, a nossa homenagem solene a essas figuras, dentre as quais destacam-se o professor Fausto Arruda, diretor geral licenciado por razão de saúde, e desde aqui deixamos uma saudação vibrante ao companheiro; também ao companheiro José Maria Galhasi, que faleceu recentemente, aos 96 anos, 80 deles dedicados à luta popular e 20 anos ao jornal A Nova Democracia; e ao companheiro Waldir Tavares, grande brigadista e entusiasta do AND, que faleceu nesse ano.

Diretor Geral provisório, Victor Bellizia, fala sobre o importe papel de AND em promover a cultura popular. Foto: Banco de dados AND

Após, apresentou-se o compositor e violeiro Bruno Reis, que é também pesquisador e divulgador da viola caipira, além de professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele realizou uma apresentação musical com composição de sua autoria e emocionou a todos os presentes com o domínio da técnica e intensa paixão que expressou na cativante apresentação.

Compositor, professor e violeiro Bruno Reis. Foto: Banco de dados AND

Em seguida, foram lidos os finalistas do concurso, entre as mais de 130 obras recebidas pela Redação de AND.

Prosseguindo com o evento, apresentou-se o artista popular MC Marcelo, cujas canções de rap e funk tratam do cotidiano sofrido do povo nas favelas, principalmente da luta e resistência dessas massas contra a miséria e reivindicando seus direitos pisoteados. Fora explicado, antes de sua apresentação, a relação umbilical entre a luta pela terra e a luta nas favelas do Brasil, favelas essas que foram criadas e se mantém até hoje enquanto refúgios de famílias que saíram do campo pela falta de acesso à terra, migrando para as cidades em busca de trabalho. A apresentação expressou com precisão os sentimentos de revolta e a luta combativa das massas faveladas.

Artista popular MC Marcelo. Foto: Banco de dados AND

Logo após foram anunciados os vencedores do concurso, lidas as obras. As obras vencedoras trataram da conformação histórica do povo brasileiro, com todos os povos que conformam as massas populares sempre lutando em busca de terra, e dos embates e batalhas sangrentas travados diariamente pelo campesinato no país, impedido pelo latifúndio do acesso à terra para nela viver e trabalhar, e reprimido brutalmente pelo velho Estado através de suas forças armadas reacionárias quando ousa se rebelar e tomar o que é seu por direito. As cestas de premiação com itens da produção camponesa confeccionado pelo Grupo de Ajuda Mútua “Sabores do Sertão” do Norte de Minas Gerais, assim como os certificados, foram entregues de forma simbólica, uma vez que entre os vencedores estavam pessoas de diversas partes do Brasil e que não puderam estar presentes.

Entrega das cestas de premiação e certificados. Foto: Banco de dados AND

O grupo Conto Urbano foi o próximo a se apresentar, realizando uma linda homenagem ao cantor e compositor Rolando Boldrin, grande divulgador da cultura verdadeiramente nacional e brasileira, que expressou em suas obras principalmente o cotidiano do homem sertanejo, o camponês. O repertório contou com diversas de suas músicas, assim como uma poesia escrita pelo próprio grupo Conto Urbano em sua homenagem.

Grupo Conto Urbano. Foto: Banco de dados AND

Foram convidados a se apresentar, também, os artistas plásticos, Beatrice Fernandes (BEATRICE), Nadine e Nicolas, que apresentaram suas obras em relação à luta pela terra em nosso país. Cada um explicou a concepção por trás de suas obras e, ao fazer isso, discorreram sobre seu entendimento da realidade atual no campo brasileiro e propagandearam a luta revolucionária do campesinato. Com a finalização de todas as apresentações culturais, foi realizado uma sessão de microfone aberto no evento, onde todos os convidados puderam apresentar um pouco de suas criações culturais, entre músicas, poesias e slams.

Artistas plásticos e visuais Nicolas, BEATRICE e Nadiny. Foto: Banco de dados AND

Momento de microfone aberto. Foto: Banco de dados AND

Momento de microfone aberto. Foto: Banco de dados AND

Momento de microfone aberto. Foto: Banco de dados AND

Evento ocorreu no Espaço Cultural Maloka, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Banco de dados AND

Desta forma, encerrou o grande ato político e cultural realizado pelo AND, que reuniu artistas, ativistas e apoiadores da imprensa popular e democrática.

Veja, aqui, mais fotos do evento:

Público aplaude apresentação artística durante a cerimônia de premiação. Foto: Banco de dados AND

O evento contou com painel de fotografias homenageando a luta pela terra. Foto: Banco de dados AND

Artistas e convidados olham obras expostas no evento. Foto: Banco de dados AND

Poesias, crônicas e contos finalistas foram expostas no evento. Foto: Banco de dados AND

O evento contou com painel de fotografias homenageando a luta pela terra, com fotos de Ellan Lustosa. Foto: Banco de dados AND

Camponeses assassinados pelo velho Estado por lutar pela terra foram homenageados em painel no evento. Foto: Banco de dados AND

Arte plástica por Nadiny. Foto: Banco de dados AND

Arte plástica por BEATRICE. Foto: Banco de dados AND

Arte visual por Nicolas Bezerra. Foto: Banco de dados AND

Foto principal: Compositor, professor e violeiro Bruno Reis se apresenta no evento. Foto: Banco de dados AND

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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