Apavorados: As tropas israelenses da Brigada Givati se recusam a voltar a Gaza

Os grupos da Resistência Palestina derrotaram repetidamente Givati e demais forças de elite em Gaza, os expulsando para determinadas áreas após aniquilarem e ferirem muitos de seus soldados.

Apavorados: As tropas israelenses da Brigada Givati se recusam a voltar a Gaza

Os grupos da Resistência Palestina derrotaram repetidamente Givati e demais forças de elite em Gaza, os expulsando para determinadas áreas após aniquilarem e ferirem muitos de seus soldados.
Print Friendly, PDF & Email

Nota da Redação: Reproduzimos abaixo a tradução na íntegra de um artigo publicado originalmente no portal Palestine Chronicle.


Um grupo de soldados de elite israelenses da Brigada Givati se recusaram a tomar parte nas operações militares na Faixa de Gaza, acusando o exército de negligenciar seu bem estar físico e psicológico, segundo publicação do Portal Haaretz na quarta-feira.

Desde que o exército de Israel começou a invasão terrestre a Gaza no final de outubro de 2023, a Brigada Givati, que inclui combatentes de elite, tomou parte nas mais difíceis batalhas no enclave e perdeu muitos de seus líderes e membros, forçando as lideranças do exército a retirá-los “temporariamente” do campo de batalha.

Os grupos da Resistência Palestina derrotaram repetidamente Givati e demais forças de elite em Gaza, os expulsando para determinadas áreas após aniquilarem e ferirem muitos de seus soldados.

Soldados apavorados

Durante uma conversa com comandantes, os soldados alegaram que não tem estrutura psicológica para retornar ao campo de batalha e expressaram medo que retornar colocaria suas vidas em risco.

O jornal reportou que as lideranças do exército ainda não decidiram como responder à recusa dos soldados de retornar a incursão.

Milhares de soldados de Israel já tiveram mortes e ferimentos confirmados na Guerra de Gaza até agora.

A estimativa das perdas militares israelenses são muito maiores nos veículos midiáticos e nos dados vazados dos hospitais quando comparadas com os números oficiais declarados pelo Exército de Israel.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, 28.663 palestinos foram assassinados e 68.395 feridos na incursão genocida em Gaza iniciada em 07 de outubro.

Além disso, pelo menos 7.000 pessoas não constam nesses dados, pois estão presumidamente mortas dentre os destroços de suas casas na Faixa de Gaza.

Organizações internacionais e palestinas dizem que a maioria dos mortos e feridos são mulheres e crianças.

A agressão israelense também resultou no despejo forçado de quase dois milhões de pessoas por toda a Faixa de Gaza, com a vasta maioria os desalojados na superlotada cidade de Rafah, próximo a fronteira com o Egito – se tornou o maior êxodo em massa palestino desde a Nakba, em 1948.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: