BA: 230 famílias resistem a despejo violento em defesa de suas casas

BA: 230 famílias resistem a despejo violento em defesa de suas casas

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Fotos: Cidadão Repórter

Famílias que viviam a um mês em uma ocupação localizada no loteamento Caji, na cidade de Lauro de Freitas (região metropolitana de Salvador), resistiram bravamente em protesto contra o violento despejo realizado sem mandado judicial. A luta ocorreu no dia 6 de abril.

A ação covarde foi realizada por equipes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do estado da Bahia (Conder), pela Polícia Militar (PM) de Rui Costa/PT, especialmente seu Batalhão de Choque.

Cláudio Abreu, que é porta-voz do grupo que sofreu despejo, relatou: “[Os policiais] chegaram a utilizar o poder para desapropriar 230 famílias, entre idosos, adultos, crianças e mulheres grávidas”. Já o advogado Caio Rocha, que defende as famílias no judiciário, afirmou  que a ação de aproximadamente 100 policiais, que utilizaram forte aparato de guerra contra as famílias, ocorreu sem mandado judicial.

“Eles vieram na semana passada com um mandado de 2014, mas após questionarmos eles foram embora e hoje voltaram alegando desforço imediato para a desocupação”, disse o advogado. “Essas famílias não têm para onde ir”, concluiu.

As massas revoltadas com tamanha crueldade em meio a uma pandemia não deixaram barato e resistiram. Iniciaram um protesto contra a ação truculenta da PM. Barricadas em chamas foram erguidas na via, impedindo a passagem de veículos no local.

Policiais do choque utilizaram bomba de gás contra a população que estava desarmada. Em um vídeo que circula na internet, é possível ver mães correndo com criança em meio a tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral. As família estão no local há cerca de um mês.

No dia 31/03, 200 famílias já haviam sido despejadas desta mesma ocupação. Na ocasião barracos também haviam sido derrubados. De acordo com Cláudio Abreu, porta-voz das famílias, a ocupação estava há 15 dias no local, e segundo ele, a área utilizada é pública.

Ele denunciou que o território pertence legalmente à Companhia de Desenvolvimento Urbano do estado da Bahia (Conder), porém, segundo ele não houve notificação prévia as famílias para que deixassem o local.

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